domingo, 30 de janeiro de 2011

Personagem do cotidiano

Era uma vez um homem que tinha o destino escrito, MAKTUB : Ele deveria enterrar as pessoas que amava.
Inconscientemente ele sabia disso, e, por essa razão, queria morrer.
Diariamente ele desafiava a morte ao pilotar sua moto, ou quando  não seguia padrões recomendados pela segurança de trânsito, pessoal ou até mesmo coletiva.
Sêneca escreveu sobre esse tema...
(Eles existem, como muitos que andam por aí e cruzam diariamente conosco),


O Holocausto e nós, por Flávio Tavares*

A celebração, dias atrás, em Porto Alegre, em memória do extermínio de judeus pelos nazistas durante os anos do domínio de Hitler na Alemanha e na Europa, leva-me a interrogar sobre a hipocrisia da política e da diplomacia e, mais ainda, sobre o medo que guia o comportamento humano.

Sim, pois de 1933 (quando Hitler subiu ao poder) até 1945 (quando suicidou-se em Berlim), passaram-se 12 anos sem que se falasse abertamente do massacre de judeus e ciganos pelo fato de serem judeus e ciganos. Já em 1942, a aviação anglo-americana bombardeou a Alemanha e numa só noite, por exemplo, incendiou Hamburgo com bombas de fósforo, matando 40 mil civis. Nunca, porém, bombardearam as ferrovias que levavam aos campos de extermínio, localizados (na maioria) junto a cidades alemãs de porte médio. Todos tinham imensas chaminés para cremação de corpos, mas nenhum civil alemão pressentiu o cheiro da morte.

Os documentários que os canais de História exibem até hoje na TV mostram tropas russas, inglesas e norte-americanas (em 1945) levando os constrangidos habitantes locais a conhecerem o horror que ignoravam – milhares de cadáveres insepultos de prisioneiros mortos por inanição ou assassinados em massa e às pressas ao final da guerra.

Desconheciam por nada saber ou por fingir que nada sabiam?

O medo, só o medo erigido como única fonte e único fim do Estado pode explicar que o culto povo alemão tenha sustentado a ditadura de Hitler e tomado o crime aberrante como natural. Foi preciso uma guerra mundial (que envolveu diretamente o Brasil), com toda a loucura das guerras, para pôr fim à demência nazista da “supremacia da raça ariana”, ponto de partida para a matança de 6 milhões de judeus na Europa – todos civis, crianças e mulheres incluídas.

Como grupo, só os judeus recordam o que toda a humanidade deveria rememorar a cada ano, ou a cada dia, para evitar a repetição de horror similar. Estamos ainda sob o impacto do século 20, de suas misérias e proe-zas, utopias e frustrações. No fundo, somos ainda governados pelo século passado – século da penicilina, da bomba atômica e da aids; da lei da relatividade e da poluição ambiental –, mas muitas vezes nos inibimos com o que nos deixou.

No Brasil, silenciamos sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar. O golpe de Estado de 1964 foi a mais atroz marca política do século, mas nas escolas militares é apontada como “gesto heroico”. A repetição dessa mentira tem como base a mesma fantasia que, hoje, leva corruptos e corruptores a ocuparem altos postos nos governos. A verdade não chega à proximidade do poder.

Na celebração do Holocausto judaico em Porto Alegre, o cônsul** alemão no Rio Grande do Sul  rendeu homenagem àqueles 6 milhões assassinados há mais de meio século pelo governo de seu país. “Uma atitude de reverência”, lembrou. De fato, reverência à verdade histórica. Ou alguém imaginaria um representante do governo da democrática Alemanha atual defendendo os crimes do governo de Hitler?

No poder ou fora dele, os alemães de hoje não se inibem em distanciar-se do terror do governo alemão de ontem. Entre nós, ao contrário, alguns setores minoritários teimam em aferrar-se ao passado atroz e odioso, sem repudiar os delitos da ditadura.

Para a ditadura nazista, os judeus eram abjetos inimigos a aniquilar só por serem judeus. Aqui, na ditadura surgida em 1964, quem lutasse pela liberdade da democracia era desprezível inimigo a aniquilar.

*Jornalista e escritor
** Cônsul geral no RS e SC, Norbert Kürstgens (nota BrasilAlemanha/Neues)

Fonte:
Zero Hora -  Porto Alegre, 30 01 2010
Site: www.zerohora.com.br 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Caldas – Florianópolis lendo filosofia

Depois de algumas viagens de carro para visitar  Caldas da Imperatriz, ontem fui de ônibus, atendendo a recomendação da Defesa Civil. No trajeto pude  ver os estragos das chuvas intensas.  Uma das pontes foi interrompida, mas até de carro é possível chegar lá para um banho de águas termais, obedecendo atentamente à  sinalização e  desvios.
Antes de sair de casa, passei a mão num livro de filosofia para aproveitar o tempo de viagem, O Livro do Filósofo - Friedrich Wilhelm Nietzsche, Editora Escala. Quando lemos um livro pela segunda vez, muitas coisas se revelam.
Logo nas primeiras páginas há uma pequena bibliografia do autor.
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, em dia 15 de Outubro de 1844. Aos 5 anos ficou órfão de pai e foi instruido pela mãe nos rígidos princípios da religião cristã. Cursou Teologia e Filosofia na Universidade de Bonn. Era professor da Universidade da Basiléia, na Suíça quando  deixou a Cátedra por doença. Contraiu sífilis  e com seu grande amor, Lou Andreas Salomé, não pode casar em razão da doença.
Nietzsche era dotado de espírito irrequieto, perquiridor próprio de um grande pensador. Faleceu em  Weimar em  25 de Agosto de 1900.
Sobre Lou Andreas-Salomé
Lou Andreas-Salomé foi uma bela mulher que escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Conheceu Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Rainer Maria Rilke, Paul Rée, entre outros grandes homens. Mulher sensível, tinha mito de sedutora.
A produção literária de Lou esteve sempre muito ligada aos seus envolvimentos amorosos.
Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!
Agora algumas frases e pensamentos de Friedrich Nietzsche, o grande filósofo alemão :
“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”
"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo."


"Há sempre algo de demência no amor. Mas também na demência há algo de razão."
"Quando amamos, queremos que nossos defeitos permaneçam ocultos, não por vaidade, mas porque o objeto amado não deve sofrer. Sim, aquele que ama desejaria aparecer como um deus, e isto não por vaidade."
"Não existe, na realidade, entre a religião e a ciência nem parentesco, nem amizade, nem inimizade: elas vivem em esferas diferentes."
“É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação.”
“Certos pavões escondem de todos os olhos a sua cauda - chamando a isso o seu orgulho.”
“Temos a arte para não morrer da verdade.”
“No matrimónio existem apenas obrigações e alguns direitos.”
"Nenhum vencedor acredita no acaso."
“É pelas próprias virtudes que se é mais bem castigado.”

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

VAMOS DESCRIMINALIZAR AS DROGAS?

GENEBRA (AFP) - O fracasso das políticas meramente repressivas contra as drogas dominará a partir desta segunda-feira em Genebra a agenda da Comissão Global de Políticas sobre as Drogas, grupo não governamental integrado por personalidades internacionais e coordenado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"A guerra contra as drogas fracassou. Quais são as ações e medidas alternativas?", indaga a comissão, da qual participam, além de FHC, os ex-presidentes do México, Ernesto Zedillo, e da Colômbia, César Gaviria, e intelectuais como o Prêmio Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa e o escritor mexicano Carlos Fuentes.
Agora o assunto dos intelectuais é “iluminar” o mundo com discussões sem ouvir os segmentos da sociedade organizada, e nem considerar os diferentes contextos regionais.
Aposto que no final da reunião todos assinarão uma carta de recomendação iluminista:
VAMOS DESCRIMINALIZAR AS DROGAS
Eu já me posiciono, sou a favor de uma ampla discussão por todos os segmentos da sociedade organizada.
Sou contra importar modelos de fora e que não deram certo nem lá.
Reconheço, contudo, que a pior das drogas é a nossa indiferença diante da gênese da violência de hoje.
Vamos para o debate nas próximas semanas?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Photoshop disaster" e o Seu Barriga

Depois de ver duas capas de revistas, logo pensei em escrever uma história, usando o tema  “umbigo”.
Numa das publicações sobre moda feminina,   “O umbigo da modelo 'escorregou' para o lado”, noutra, o umbigo desapareceu, graças ao  Photoshop, editor de  imagens que corta, recorta, copia e cola.
Para escrever  a minha história, só faltava o personagem, que gosto de tirar do cotidiano para criar meus contos. E, conversando com pessoas, ele, o personagem apareceu. Não o conheço, mas pelas ações comportamentais, me inspirei.  É o Seu Barriga.

Era uma vez...  Um homem chamado Seu Barriga, que tinha a obstinação de olhar o umbigo dos outros, fazer comentários, ilações equivocadas. Coitado, ele se achava o máximo.
Seu Barriga apesar de meia idade tinha uma barriga carente. Não de alimentos, mas de carinhos.
Para compensar ele  alisava a própria barriga, prazerosamente, enquanto olhava os detalhes do umbigo dos outros.
Ele não sabia que ninguém o suportava em razão dos seus julgamentos apenas baseados nas olhadas umbilicais que dava nas pessoas.
Seu Barriga se achava auto-suficiente. Sim, ele se achava!
Quando estava na praia, qualquer reflexão sobre os outros eram estimuladas pelas massagens que fazia no abdome.
Quando estava com roupas, colocava a mão entre as aberturas das camisas e casacos, a moda Napoleão para, é claro, massagear seu Ego.
Um dia, de tanto olhar o umbigo de um homem, distraído, pisou em falso e caiu. Foi quando percebeu que, deitado ou de pé,  não conseguia olhar para  o seu próprio umbigo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Teatro em Florianópolis - CONVITE

video

Das Luas de Galileu para a UDESC

Encenar Kepler e  o Cardeal Belarmino, retratando alguns acontecimentos da época de Galileu e sua abjuração “voluntária” na peça “As luas de Galileu”, da diretora Carmen Fossari, com figurino de época medieval assinado pelo carnavalesco Dé Beirão, despertou-me inquietações e novas perguntas.
Quando estudei  Teologia Sistemática, as dúvidas e inquietações já estavam com uma dimensão para  Hércules carregar.
Resolvi voltar meus estudos para a História, na UDESC, onde concluí a Cadeira de História Medieval 2/2010 com a orientação da Professora Doutora Márcia Ramos de Oliveira.
Algumas fotos da festinha de encerramento e “amigo oculto” que promovemos no Bar do Capenga.
Ah! Para terminar: Sobre as inquietações, abaixo  algumas frases famosas de pensadores, sobre o passado, o presente (hoje) e o futuro.
"Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo." (George Santayana).
"Viva o hoje e esqueça as preocupações do passado." (Epicuro).  
“No passado está a história do futuro." (Jean Donoso Cortés).
Valeu galera!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rio de Janeiro - Montanhas e encostas

A montanha e suas encostas
Diz na literatura oriental que os monges moram nas montanhas. Monge é aquele que cuida das coisas de Deus.
Subir na montanha não é apenas passar pelas encostas no trajeto da iluminação.
Muitas são as vista de quem se aproxima do pico da montanha, o ponto mais alto. Mas, até chegar lá, existem os desafios da subida com as reflexões de quem faz o caminho novo.
 A montanha representa a inspiração divina e é o foco de peregrinações de transcendência e elevação espiritual. É um símbolo universal da busca de homens e mulheres para estar mais perto de Deus, uma alusão ao caráter místico de estar nos pontos elevados.
Na Bíblia há muitas  referências sobre ela, a montanha sagrada.
Mas, existe o  perigo dos deslizes da montanha, ou de queda, no sentido simbólico.
Que cada um se examine e, se estiver de pé, que cuide para não cair, palavras do Apóstolo Paulo.
O sermão da Montanha, proferido por Jesus ainda ecoa na literatura e nos corações de teólogos, exegetas e hermeneutas. Mais ainda nos corações dos povos simples que trabalham acreditando num mundo melhor.
Dizem que as altas montanhas lembram fortalezas, que são símbolos de segurança,  e para chegar até lá exige muito esforço
Morar nas encostas, muito mais.
O povo do Rio de Janeiro dá um exemplo de virtude e força no crescimento do ser humano diante da tragédia natural das chuvas nas regiões serranas. Salve o povo brasileiro!


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Novela Ronaldinho - Memória

Sou gremista e, bom gremista, é torcedor de todos os times que jogam contra o Internacional de Porto Alegre, mesmo que seja um time da Argentina.
Tenho memória...
Dino Sani pegou a bola quando o goleiro Alberto, do Grêmio “bateu roupas” e resultou em gol do Corínthians.
Eu estava lá naquela noite fria em Porto Alegre, no estádio Olímpico. Gazeei a aula no Julinho para ver o meu time perder.
Ver seu time perder é algo que  torcedor, de qualquer agremiação entende e  sabe bem das dores de retornar para casa, ouvindo as “flautas” dos adversários.
Depois foi a vez de ver Pelé jogar. Ele me pareceu contrariado quando algumas jogadas não deram certas, mesmo assim, o Santos FC venceu.
Alguns jogadores de futebol do passado ainda conservam a magia da memória na história esportiva de um futebol jogado com arte.
O tempo passou e Pelé é ainda o Rei do futebol inegavelmente, considerando todos os contextos das mudanças de época, avanços da mídia e seus recursos tecnológicos profissionais, além do marketing, venda de imagens.
Mas, o assunto do momento é a novela Ronaldinho.
Se o Grêmio, especialmente a sua Direção desmemoriada, considerasse as circunstâncias que Ronaldinho/Assis deixaram o tricolor gaúcho, não estariam agora “pagando mico” outra vez na mídia.
Pelé, ao dizer que se Ronaldinho gostasse tanto de jogar no Grêmio, que jogasse de graça, como ele jogou um ano pelo Santos, encerrou o assunto.
Pelé, você disse tudo, parabéns!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

I love radio - ("Me too", eu também)

Morador de rua dos EUA ganha emprego de locutor.

Depois de mostrar seu talento como locutor em uma reportagem num jornal norte-americano, um morador de rua, sem-teto, recebeu várias ofertas de emprego na área. O vídeo em que o homem, conhecido como "The Golden Radio Voice", mostra seu vozeirão está logo abaixo.

Eu amo rádio, estar diante do microfone e saber da responsabilidade de falar para um universo de ouvintes, ainda mais com a internet, onde nos ouvem no planeta.Posso dizer que existem brasileiros em todos os lugares do mundo, pelas mensagens que recebo. Herdamos a ânsia de viajar dos portugueses.
Para ser locutor/apresentador, fiz vários cursos, e o principal, foi na Fundação Padre Landell de Moura, sob a tutela da Escola de Comunicação Maurício Sirotsky Sobrinho, da RBS. E, apesar da boa vontade e do esforço, sei que sou uma "voz de bronze no rádio".
Mas, a internet e a oportunidade do "Kairós", a divindade do tempo vertical dos antigos gregos, também chamado do tempo de Deus e Accasio que, para os romanos tinha o significado da divindade do "aqui e agora", podem fazer maravilhas quando existe talento, dom de Deus. Foi o que aconteceu com TED WILLIAMS, seu talento falou mais alto na internet e na esquina onde falava "Deus abençoe você". Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade. Veja vídeo "A Golden radio voice" (uma voz de ouro do rádio).A pronúncia é tão boa que até podemos entender (quem arranha um pouco na língua mãe da Inglaterra):

Sabedoria popular e os bichos

Em baile de cobra, sapo não entra!
Mais perdido que gato que caiu de caminhão de mudanças.
Alegre como lambari de açude.
Mais enfeitado que cavalo de cigano.
Pássaros de mesma pena voam juntos.
Os paraquedistas sabem por que os pássaros cantam.
Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
De grão em grão, a galinha enche o papo.
Quieto como porco em batatal.
Quem menos pode é quem paga o bode.
Cão bom nunca ladra em falso.
Perdido é o gado que não tem pastor nem cão.
Cobra que quer morrer, procura a estrada.
De moita ruim sai por vezes bom coelho.
Todos têm na vida tempo de coruja e tempo de falcão.
Todos os tombos da enguia são para a água.
Quem tem filho de bigode, é gato.
Jacaré não entrou no céu porque tinha a boca grande.
Feliz como mosca em rolha de xarope.
Mais apressado que cavalo de carteiro.
Mais assustado que cachorro em canoa.
Baixo como vôo de marreca choca.
Cheio como corvo em carniça de vaca atolada.
Contrariado como gato a cabresto.
Dorme atirado que nem lagarto.
Mais enrolado que namoro de cobra.
Falso feito cobra engambelando sapo.
Sutil como gato que vai pegar passarinho.
Vivo como cavalo de contrabandista.
Cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.
Gato bom enterra a merda bem longe de casa.
Infeliz do rato que só conhece um buraco.
Tempestade no mar, gaivotas em terra.
Hóspede, depois de três dias, cheira a cavalo morto.
Elefantes e mulheres nunca se esquecem.


Extraído do  meu livro "Aprendendo com os animais" - EST Edições - Porto Alegre - 3a Edição


Logomarca RIO 2016


Para um concurso que teve a participação de 139 agências, a nova logomarca Rio 2016, será um mera coincidência criativa?  
Segundo a agência carioca Tátil, criadora da marca, ela traduz o espírito olímpico e os atletas, o Rio e os cariocas, sua natureza, sentimentos e aspirações. Nada tem a ver com a logo da ONG TELLURIDE FOUDATION, mostrada acima. 
A Agência vencedora teria buscado inspiração  na pintura "A dança" (1933), de  Henri-Émile-Benoît Matisse.
     Em sua primeira fase, Matisse se mostrava como descendente direto de Cézanne, em busca do equilíbrio das massas, mas outras influências, como as de Gauguin, Van Gogh e Signac, levaram-no a tratar a cor como elemento de composição.
Do sensualismo das cores fortes, foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composições planas, sem profundidade.
     Ao explorar ora o ritmo das curvas, como em "A música" (1909) e "A dança" (1933), ora o contraste entre linhas e chapadas, como em "Grande natureza morta com berinjelas" (1911-1912), Matisse procurou uma composição livre, sem outra ligação que não o senso de harmonia plástica. Sua cor não se dissolvia em matizes, mas era delimitada pelo traço.
A logomarca do carnaval Baiano de 2004 também lembra "A dança" de Matisse.
E agora? Vale mais a ideia ou forma?

Sobre o amor - Visão Maior

Coríntios 13.1-13

1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,
5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

(Bíblia)