sábado, 28 de novembro de 2009

Tá ligado? *

Era uma vez uma andorinha que não percebeu que estava na hora de ir embora com o bando.
É que ela gostava muito de dormir. Pena que dormiu demais, e, quando acordou, percebeu que estava sozinha.
O inverno chegou, e a solitária andorinha abrigou-se sob o telhado de um prédio.
Num dia de sol forte, ela saiu para voar e foi pousar nos fios de luz que ligavam dois postes.
Um garoto que brincava na rua viu a andorinha e foi correndo contar para a mãe.
- Mamãe! Acabei de ver uma andorinha, o verão está chegando.
- O verão está longe, e ainda nem chegamos na primavera meu filho, - respondeu a mãe.
O garoto ficou em silêncio, olhando para a mãe, que acrescentou:
- E uma andorinha só, não faz verão!

(texto elaborado na Biblioteca Pública de Santa Catarina, como exercício de criação literária da Oficina Literária Letras no Jardim, como tarefa de participante)
* Expressão usada para chamar a atenção consciente do momento presente.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

DOMINÓ NA PRAÇA XV EM FLORIANÓPOLIS

“Os jogos não são apenas uma forma de entretenimento, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual” (Jean Piaget – Educador, psicólogo e Filósofo suíço)

O jogo de dominó permite trabalhar contagem organizada, representação decimal, paridade ou construção de material para laboratórios de ensino Um bom jogador precisa ter concentração e atenção para memorizar as pedras, ter abstração e fazer cálculos.
A percepção e “leitura dos sinais” corporais do adversário, também está na lista das qualidades que deve ter um bom jogador.

O VALOR DA EXPERIÊNCIA PARA PENSAR O MUNDO

“Sempre que você lê um livro ou participa de uma conversação, a experiência causa alterações físicas no seu cérebro. Em uma questão de segundos, formam-se novos circuitos neurais, memórias que podem até modificar sua maneira de pensar o mundo... É um tanto assustador imaginar que seu cérebro se altera ao menor ato que você pratique.” George Johnson - 2007

DOMINÓ - BENEFÍCIOS DO JOGO COLETIVO

Desenvolver a atenção, concentração e a percepção visual motora.
Estimular a (re)inclusão social de aposentados através da prática de um jogo coletivo.
O jogo é muito utilizado em exercícios de memória, atenção e concentração, também como recurso auxiliar de alfabetização pois desenvolve o processo silábico viso-motor. O jogo de DOMINÓ não é considerado jogo de azar, uma vez que existe uma lógica que geralmente premia com a vitória o jogador que apresentar melhor desempenho na concentração e memorização das pedras que estão na mão do adversário ou fora do jogo (face para baixo), exige ainda aritmética (contar pontos antes de decidir “fechar” o jogo).
Os jogos de azar são jogos nos quais a possibilidade de ganhar ou perder não dependem da habilidade do jogador.
Ensina também o saber ganhar e perder, como na realidade vida.

domingo, 22 de novembro de 2009

PERSPECTIVAS DE GÊNERO.

Elas dizem: homem é tudo igual!
Recentemente um amigo me procurou para dizer que não estava conseguindo entender sua mulher.
O clima era de chuva, com raios e trovoadas, embora houvesse um sol esplêndido de primavera.
Ele carregava, aonde ia, uma pequena nuvem de chuva sobre a cabeça. Queria entender as mulheres...
Depois de ouvir atentamente, e sem interromper sua fala, na primeira “deixa”, depois do desabafo, disse ao aflito ouvinte:
É muita ousadia para um homem querer entender as mulheres.
Bem que eu poderei repetir textos, extraídos dos meus livros sobre alguns mistérios que nos cercam na tentativa de entender a natureza humana. Até tentar fundamentar e sustentar minhas afirmações, com o cuidado de não discriminar, explorando a abordagem com respeito e graça.
Prefiro repetir uma manchete de jornal, muito mais emblemática e simbólica:

"Mulheres que enviam cartas de amor ao Maníaco da Parque inspiram livro"

Maníaco do Parque, apelido dado a Francisco de Assis Pereira, acusado de 10 mortes e 11 ataques sexuais, era um dos que mais recebia cartas amorosas no presídio onde cumpre os 274 anos aos quais foi condenado. A partir desta inusitada situação, o jornalista Gilmar Rodrigues resolveu escrever o livro "Loucas de amor - Mulheres que amam serial-killer e criminosos sexuais", contando vários casos como o de Pereira, de mulheres iludidas e até transcrições de cartas.”
Francisco de Assis Pereira, no primeiro mês na prisão, recebeu mais de 1000 cartas de amor.

Fonte:
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?f=1&contentID=86932&channel=232

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CONFLITO ENTRE CIÊNCIA E RELIGIÃO GANHA APROVAÇÃO NO PALCO

Arte e Astronomia, Ciência versus Religião, Galileu versus Papa Urbano, liberdade do pensamento versus Santa Inquisição. O Grupo Pesquisa Teatro Novo da UFSC comemora 30 anos de sua fundação trazendo à cena a mistura inusitada desses ingredientes com os quais experimenta um novo sucesso na sua história de luta pela afirmação de um teatro em processo de inovação da linguagem. Em dois finais de semana de exibição gratuita durante a Semana de Pesquisa e Extensão, a peça atraiu em torno de 1.100 espectadores que fizeram longas filas no Departamento Artístico Cultural para garantir ingressos com antecedência e lotaram por seis vezes o Teatro da UFSC. Aplaudido de pé e com autêntico entusiasmo em sua estréia, o espetáculo As luas de Galileu Galilei, direção de Carmen Fossari, promoção da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, deixou para a nova temporada em novembro uma demanda reprimida ainda maior. Expectativa curiosa de um público que quer assistir à ousada transposição para o teatro-igreja do drama moral e intelectual do pai da ciência moderna, que abjurou a fim de salvaguardar para as gerações futuras sua teoria sobre o movimento gravitacional da Terra em torno do sol. No desafio de encenar os episódios que avizinham o julgamento promovido pela Igreja medieval contra Galileu para perpetuar o dogma de que a Terra era o centro do universo, a diretora mobilizou uma equipe de 30 atores e mais dez técnicos.
Com uma elogiada dinâmica de palco garantida por inúmeras mudanças de cenário interligadas pelo canto performático do Madrigal da UFSC, o espetáculo promete ganhar constelações estrangeiras. A diretora não esconde a surpresa com o sucesso desse espetáculo de uma hora e meia que reintegra arte e ciência e leva ao palco a astronomia, sua mais recente paixão de pesquisa. Surpresa porque, à frente do Pesquisa Teatro Novo, nunca perseguiu o resultado como um fim - e por isso o reconhecimento lhe parece mais legítimo. Lágrimas retidas nos olhos andaluzes recompensam sua luta no momento de colher um histórico de aplausos com a consciência de ter preservado o horizonte ético e estético que sempre pautou sua conduta artística e política.
É um prazer muito grande atravessar três décadas sem ter feito nenhuma concessão ao teatro burguês, diz com serenidade, enquanto acompanha o ensaio das oficinas de arte dramática, sentada na última fileira da platéia do Teatro da UFSC, onde dá vida a suas criações desde 1979. O fato de que o público é capaz de reconhecer o trabalho do grupo compreendendo a especificidade da produção pedagógica como parte constituinte da sua performance alegra particularmente sua orquestradora.
Em cena, atores experientes, como Nei Perin, que empresta corpo a Galileu, e o ofuscante Marcelo Cidral, que interpreta o inquisidor, atuando corpo a corpo com estudantes e amadores da UFSC e da comunidade, como a surpreendente Jeanne Siqueira, que faz uma madre. "Hoje o público compreende que colocamos em cena um teatro aberto e processual" e nem poderia ser diferente: teatro é processo, é vida, é cena, é arte inacabada". Descendente de italianos e espanhóis, a diretora de As luas de Galileu Galilei retira da bolsa os últimos ingressos que estava reservando para a própria família a fim de atender uma professora que pede para trazer a turma de educação de jovens e adultos à estréia.
Pergunto-lhe a que atribui o "fenômeno de público" e ela lança um somatório de fatores: o tempo de dois anos investidos na preparação da montagem, o talento e dedicação da equipe técnica, o elenco de um amor ao teatro comovente, a assessoria do astrônomo Adolfo Stoltz Neto, presidente do Grupo de Estudos Astronômicos (Planetário da UFSC) e a participação do Madrigal da UFSC, sob a regência da maestrina Miriam Moritz. Acrescenta ainda a articulação de três linguagens teatrais diferentes (Teatro clássico, Comédia Dell Arte e Madrigal), confluindo em favor de um espetáculo denso, mas ritmado e colorido pela heterogeneidade de linguagens e recursos artísticos. "Embora se tratasse de um drama histórico e científico, um público hipotético nos estimulou durante toda a montagem a fugir das armadilhas de encenação hermética de um lado e banalizada de outro".
Como pesquisador, cientista e espectador da peça, o reitor Alvaro Prata considera o trabalho do grupo encantador porque entretém explorando o conflito entre a verdade e a ignorância."A peça combina a cultura artística e teatral ao universo da ciência e da academia com muita qualidade". Prata aponta a riqueza do figurino (de José Alfredo Beirão) e do cenário e ainda a participação do Madrigal da UFSC como pontos altos do espetáculo. Com reestréia prevista para 23 de novembro, no Teatro Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, a montagem deverá percorrer mostras e festivais nacionais e latinoamericanos. Carmen planeja excursionar para a Itália, palco da trama, aproveitando as atenções em torno do Ano Internacional da Astronomia. Em duas linhas de tempo paralelas, o espetáculo é cortado por intervenções intemporais que quebram a sequencialidade da narrativa, como se evocadas pela memória multilinear. Enquanto se desdobra o enredo principal em torno do julgamento do cientista, a Cia teatral Bambolina Andatina opera um metateatro, encenando esquetes sobre episódios marcantes da vida de Galileu na parte externa e interna do Teatro. Além de lançarem a narrativa no tempo expansível da memória, as interações do Madrigal e da Comédia Dell Arte desarmam as escadas que separam o erudito e o popular. Assim como as relações entre ciência e fé, pois da mesma forma que a Igreja orientava seu dogma por interesses políticos, também Galileu, embora mantivesse mulher e filhos com muita dificuldade à custa das aulas particulares, tinha seus estudos apoiados pelo Conde de Médice, a quem interessava enfraquecer o poder da Igreja. Nesse céu tempestuoso do despertar da Idade Moderna, religião e ciência se conflitam, mas também se encontram. Carmen lembra que Galileu foi um homem fervoroso, de profunda religiosidade e crente em Deus, a quem nunca renunciou até morrer cego e alucinado, no melhor momento do ator Nei Perin.
(Dé Beirão, figurinista e conhecido carnavalesco de SC prepara "Kepler")
Bem acreditam os índios Guarani que quando o homem caminha pela terra percorre a Via Láctea, porque tudo que ocorre na terra está relacionado aos céus. Buscando aprofundar seus conhecimentos em astronomia no Planetário da UFSC, Carmen, sob a regência do signo de Câncer, até comprou um telescópio. "Com Galileu descobri o céu", diz ela, que arquiteta outros projetos voltados à compreensão da ciência pela sensibilidade da arte.
(Secretaria de Cultura e Arte - Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC)

Fonte: Raquel Wandelli
Fotos: Carmem Fossari e Julião Goulart








Ensaio fotográfico para a formatura da turma de Bíblia ITESC

Depois de dois anos,vem aí a formatura dos cursos de "Biblia" e "Catequese". A cerimônia de formatura será no auditório do ITESC, dia 7 de dezembro de 2009, 19 horas.

Turma do Curso de Bíblia
Turma do Curso de Catequese


domingo, 15 de novembro de 2009

Lançamento dos livros "Nos degraus do Silêncio" e "Atrás de um Pôr-do-Sol"

O lançamento dos livros da escritora Heralda Víctor ocorreu no dia 13 de novembro no Espaço Cultural Governador Celso Ramos - BRDE.
Muita gente do ramo Literário presente, entre amigos, editores, ilustradores, músicos e poetas.


Escritora Heralda Víctor


Poeta, Heralda, Aurélia e filho do poeta.

Escritoras Therezinha Cacilda, Milka Plaza e Heralda Víctor

Augusto de Abreu e Heralda Víctor

Ana Lívia, uma das protagonistas da festa.

Maura Soares cantou e ilustrou a festa

Heralda e Otto




Gêmeos Mateus e Marcos, os filhos de Jade, cantaram na festa.

Três poetas


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagões humanos e de energia elétrica

Apagão

Pensando bem, apagões acontecem diariamente.
blecaute por todos os lados. Blecautes da memória, da razão, dos sentimentos nobres e fraternos, das relações amorosas, paternas e até patrióticas.
São nos apagões que se manifestam os instintos selvagens dos animais, sejam eles racionais ou não.
Basta apagar a luz, sem que saibamos a razão, que pensamentos gatilhados pelo instinto de sobrevivência se manifestam através dos medos.
Ficamos em alerta, em guarda alta, buscando entender as causas. Outros ficam agressivos e deixam seus instintos primitivos comandar a razão.
Se a ocasião revela o ladrão, a escuridão revela o mau caráter, a violência e a falta de humanidade de algumas pessoas.Foi assim em 1977, quando às 20h37, após a queda de um raio em uma subestação no Rio Hudson, começou um apagão que se alastrou para diversos bairros.
O “blackout” de NY é lembrado até hoje como a "Noite do Terror". Bandidos, assaltantes e assassinos aproveitaram a escuridão para espalhar a violência por onde andavam.

No mais recente blecaute de energia elétrica, segundo a ONS, do dia 10 de novembro, atingindo 18 estados brasileiros, não foi diferente. Há notícias e registros de assaltos e roubos na escuridão.
Sem querer entrar na discussão de qual foi o maior apagão, do Fernando Henrique ou do Lula, a ciência não consegue garantir que não mais ocorrerão.
Mesmos os países com alta tecnologia não estão livres. Alguns blecautes significativos na história:
1) 1965 - EUA (nordeste)
2) 1977 - EUA -Nova York
3) 1999 - Brasil
4) 2003 - Itália e parte da Suíça
5) 2003 - Canadá e EUA
6) 2005 - Indonésia
7) 2009 – Brasil
Raios, sobrecargas e curtos circuitos continuarão fazendo parte da história, não só dos relacionamentos humanos bem como no fornecimento de energia elétrica para as cidades.