sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Futebol - Hino Furacão - FFC - Florianópolis

Hino do "Furacão", como a sua torcida canta. Recebi de um amigo pela internet.Gostei da composição, do balanço alegre da música. Lembro do dia que  o Figueirense fez o placar 5X1 contra o Internacional.
 O autor da música é Antonio Manoel da Silva, pai do internauta da minha rede de contatos.





Momento da poesia - Soneto de Cruz e Sousa - Poeta Simbolista

Flor do Mar
És da origem do mar, vens do secreto,
Do estranho mar espumaroso e frio
Que põe rede de sonhos ao navio
E o deixa balouçar, na vaga, inquieto.

Possuis do mar o deslumbrante afecto
As dormencias nervosas e o sombrio
E torvo aspecto aterrador, bravio
Das ondas no atro e proceloso aspecto.

Num fundo ideal de púrpuras e rosas
Surges das águas mucilaginosas
Como a lua entre a névoa dos espaços...

Trazes na carne o eflorescer das vinhas,
Auroras, virgens musicas marinhas
Acres aromas de algas e sargaços...

                                                   Cruz e Sousa
BIOGRAFIA (1861 - 1898)

João da Cruz e Sousa, filho de escravos negros que foram alforriados por seu senhor, o coronel (depois marechal) Guilherme Xavier de Sousa, de quem João da Cruz recebeu o último sobrenome e a proteção, depois de ser acolhido como filho que o casal não tinha.
Cruz e Sousa, como ficou conhecido no meio literário, nasceu em Desterro, atual Florianópolis.
Foi educado na melhor escola secundária da região, mas com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar.
Sofre uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público em Laguna, por ser negro. Em 1890 vai para o Rio de Janeiro, onde entra em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Colabora em alguns jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de Missal e Broquéis (1893), só consegue arrumar um emprego miserável na Estrada de Ferro Central.
Casa-se com Gavita, também negra, com quem tem quatro filhos, dois dos quais vêm a falecer. Sua mulher enlouquece e passa vários períodos em hospitais psiquiátricos. O poeta contrai tuberculose e vai para a cidade mineira de Sítio se tratar. Morre aos 36 anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da incompreensão.

(Foto - Urna com os restos mortais do poeta antes de ser colocada no memorial construído no Palácio Cruz e Sousa)
Participei da cerimônia de transferência dos restos mortais de Cruz e Sousa em Florianópolis.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Frei Betto definindo poesia

Num encontro de escritores, promovido pelo Terceiro Setor, encontrei Frei Betto e trocamos livros e idéias. (fotos no blog, Encontros & Fotos, abaixo)
Poesia (visão dele, Frei Betto):
“A poesia é o sabor do saber. É o pão do espírito, irredutível ao racionalismo e ao pragmatismo. (...), ela é, na opinião dos gregos, eidos, figura, plasticidade, sem deixar de ser também ideia (representação de algo concreto ou abstrato, imagem), a explicitação de nossas instituições mais profundas, (...) Por isso, a poesia instaura empatia e simpatia.
Pathos (palavra grega que significa paixão, excesso, catástrofe, passagem,  passividade, sofrimento, sujeitamento). E tudo abarca, enlaça e une, pois eidos e ideia são como passos de uma mesma dança.
(Do livro Navegadores do Olhar, em Prefácio, p. 7 - Musa Editora - São Paulo 1996)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O sapo vaidoso - E quem não é?

Era uma vez um sapo falador que queria fugir do inverno.
Então, alguns gansos sugeriram que o sapo se juntasse a eles e migrasse com eles para um lugar mais quente. Mas apareceu um problema: o sapo não voa como poderia seguir viagem? Mas o sapo sabido foi logo dizendo:
- Deixem comigo, tenho um cérebro brilhante, vou ter uma boa idéia.
Pensou um pouco e então pediu aos gansos que o ajudassem segurando um caniço forte, cada um numa ponta. Como o sapo tem um bocão, ele poderia se prender ao cabo pela boca e seguir com os gansos.

Em pouco tempo os gansos e o sapo iniciaram a sua jornada.
Assim que passaram por uma pequena cidade os moradores saíram para ver aquela cena estranha e original.
Quem poderia ter tido uma idéia tão brilhante, perguntaram alguns moradores. Isso fez com que o sapo se inchasse tanto de orgulho e, se sentindo importante gritou: - Fui eu, fui eu! E o orgulho foi sua ruína. Assim que abriu a boca o sapo se soltou do caniço e começou a cair, estatelando-se no chão.
Moral da história: ninguém jamais morreu por ser humilde e não alardear os seus feitos com orgulho.
(Autoria desconhecida)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Bíblia - Simbologia e mistérios da fé - Um desafio de 1100 anos de construção

Evangelho segundo S. Marcos 9,14-29.
Ia ter com os seus discípulos, quando viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?» Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.» Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» «Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»

Da Bíblia Sagrada


MINHA VONTADE *

      Quando  minha hora chegar, não se preocupe em introduzir vida artificial ao meu corpo, através do uso de uma máquina.  Ao invés disso entregue os meus olhos a um homem que nunca viu o nascer do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher. Dê meu coração a uma pessoa a quem seu próprio coração não causou outra coisa, senão intermináveis dias de dor. Dê meus rins a alguém que dependa de uma máquina para viver de semana a semana.
      Tire meu sangue, meus ossos, cada músculo e nervo do meu corpo e encontre uma forma de fazer uma criança com deficiência andar. Explore cada parte do meu cérebro.  Tire minhas células, se necessário, e deixe-as crescer até que, algum dia, um garoto mudo possa gritar quando seu time marcar um gol e uma garota surda possa ouvir o barulho da chuva através da janela.
       Queime o que sobrar de mim e espalhe  as cinzas ao vento, para ajudar as flores crescerem.  Se você realmente quiser enterrar alguma coisa, que sejam os meus defeitos, minhas fraquezas e todo o meu preconceito contra meu próximo.
      meus pecados ao diabo e a alma a Deus. Se desejar  lembrar-se de mim, faça com gesto de bondade ou com palavras a alguém que precise de você.  Se fizer  tudo o que pedi, eu viverei para sempre!
 * (Mensagem que recebi  de  uma amiga, chamada Ivonita, aqui de Florianópolis, que comenta:   Este texto, de autoria desconhecida, eu consegui no escritório do Crematório Vaticano, em Florianópolis e foi como se eu mesmo o houvesse escrito, pois meu desejo é o mesmo. Fev 2011)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lua cheia e a Lenda do Coelho

Ao sair para caminhar percebi a lua cheia no céu claro e iluminado por ela.
Foi possível ver o perfil de um coelho que os orientais afirmam existir na lua cheia.


A Lenda do Coelho

Segundo a história budista, num certo dia um velho senhor pediu comida para um macaco, uma lontra, um chacal e um coelho.
O macaco colheu frutas e trouxe para o velho senhor, a lontra trouxe peixes e o chacal, um lagarto.
No entanto o coelho não trouxe nada, pois as ervas que constituem a sua alimentação não eram boas para os humanos. E então o coelho decidiu oferecer seu próprio corpo e se jogou no fogo.
Porém o corpo do coelho não se queimou, pois o senhor era uma divindade que observava tudo na terra.

E para as pessoas lembrarem do sacrifício do coelho, o homem desenhou a imagem do coelho na lua cheia.
Diz a lenda que só os apaixonados pela vida conseguem ver o coelho, e que a lua cheia não é só dos poetas e daqueles que se entregam ao amor...

A ANTROPÓLOGA - UM FILME DE ZECA PIRES - Estreia em Abril 2011






Sinopse

Aos 33 anos, Maria de Lourdes Gomes Azevedo Ramos (Malu) realiza na Costa da Lagoa – reduto açoriano na Ilha de Santa Catarina (Florianópolis/Santa Catarina/Brasil) - sua pesquisa de doutorado na área de etnobotânica. Sua vinda a Costa da Lagoa não será meramente um marco em sua carreira acadêmica mais uma série de desafios emocionais que coloca a protagonista no limite entre a razão e a imaginação, ciência e misticismo, crença e ceticismo, amor e paixão.   Com dona Ritinha, benzedeira mais conhecida na comunidade, Malu inicia o aprendizado da cultura mística que os descendentes de açorianos preservam no local. Ao acompanhar o tratamento realizado com as ervas da mata atlântica à Carolina - filha do médico local -  ministrado por D.Ritinha, Malu entra em contato com o sobrenatural e, envolve-se na cura da menina. Contrariada pelo pai da menina, Malu enfrenta o ceticismo científico, antes propagado por ela própria. As evidências são muitas e Malu se vê levada a montar o painel de coincidências, situações sobrenaturais, intuições, constatações místicas e induções dos moradores da comunidade. Após período de auto-enfrentamento, Malu decide singrar a verdadeira viagem rumo ao desconhecido – o lugar de onde Malu jamais voltará.
Elenco Principal

               Malú   LARISSA BRACHER
               Carolina   RAFAELA ROCHA DE BARCELOS
               Dona Ritinha   SANDRA OURIQUES
               Pedro   EDUARDO BOLINA
               Adriano   LUIGI CUTOLO
               Velho Delano   SEVERO CRUZ
               Teresa   JAQUELINE SPERANDIO
               Sueli   PAULA PETRELLA
               Jair   RICARDO VON BUSSE
               Pan   PEDRO PAULO PITTA
               Rainha Diana   FERNANDA S. MARCONDES
               Silvanus   ALINE RAZZERA MACIEL
               Lilá   ANTONELLA BATISTA
               Motorista de taxi   ÉDIO NUNES
               Projecionista   RICARDO GOULART

O filme estará nas telas dos Shoppings Iguatemi, Floripa, em Florianópolis e no Shopping Itaguaçú, em São José, com estreia prevista para 8 de Abril,  levando o público para o mundo misterioso das lendas da ilha de Santa Catarina, entre cenários de experiências emocionantes, que unem humanos e espíritos em ambientes de intensa magia.
Entrevistei a Produtora Executiva  MARIA EMILIA DE AZEVEDO e elenco na Rádio Cultura de Florianópolis e, durante uma hora de programa especialmente produzido para prestigiar o cinema catarinense, conversamos com o elenco e a Produtora Executiva.
O cineasta Zeca Pires, que já foi ao programa "A Hora da História" falar de outras produções,  está vibrante por ter vencido o desafio de fazer cinema com as dificuldades do contexto Brasil.
Recomendo!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Novo Curta-metragem a ser rodado em Florianópolis "O presente Inusitado"

CINEMA - A SÉTIMA ARTE

Baseado no livro do escritor Paulo Berri, fui convidado para ser o Diretor do curta-metragem " O presente inusitado",  que será rodado em breve em Florianópolis - SC.
Ambientado num escritório com rígidos padrões de produtividade, um chefe workaholic esquece a importância da saúde social dos relacionamentos e trata seus funcionários como seres  desprovidos de sentimentos.
No aniversário do chefe, ele recebe um presente que irá mudar a sua vida.
Velha máquina dos sonhos.
Não desça dos seus sonhos pois degraus abaixo habitam os montros da realidade...
Tudo a ver com "O presente Inusitado"

Impulso de ser gentil apontam para a saúde física e mental

Na complexidade do ser humano, capaz de ações de solidariedade e altruísmo há os contrastes e excursões de rancores e desejos de vingança, nem sempre legítimos, as vezes são criações imaginativas de mentes doentias e  que modulam comportamentosse que se apresentam no palco da vida em grupo, ou até mesmo dentro de um convívio familiar entre irmãos.
O impulso de ser gentil ou altruísta é natural ao ser humano e um importante mecanismo evolucionário, de acordo com o professor de ciência comportamental Samuel Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos. Bowles está lançando “A Cooperative Species – Human Reciprocity and its Evolution” (ainda sem editora no Brasil), livro em que afirma que o ser humano é cooperativo em sua essência. “Quando grupos cooperativos se dão melhor na disputa com outros ou sobrevivem melhor a crises ambientais, o resultado é uma espécie cada vez mais colaborativa”.
Ele defende que mesmo arcando com um custo pessoal, a ser humano tende a ser gentil por conta dos sentimentos de orgulho e satisfação – uma recompensa estratégica para a gentileza e para o altruísmo.
As fronteiras entre gentileza, generosidade e compaixão são nebulosas. “Elas se complementam”, afirma a psicóloga Cecília Zylberstajn. “Compaixão é um sentimento. Gentileza é uma forma de se comportar, um ato. A solidariedade é valor”, afirma a psicóloga. “A pessoa gentil precisa saber observar, perceber a necessidade do outro e ter a iniciativa. Implica em perder um pouco do seu tempo e sair da sua rotina”. São comportamentos que mesmo quem já está acostumado a se dedicar ao outro precisa reaprender de vez em quando.
O sentimento de pesar que nos causam os males alheios; comiseração, piedade, dó é indubitavelmente a maior manifestação de humanidade e que nos aproxima de Deus. 
A ciência afirma que sentir ódio e vingança faz muito mal para a saúde física e mental, gerando toxinas que são potenciais venenos para a alma e para o corpo.
Se perdoar é divino, como diz a sabedoria popular, é também  sinal da inteligência humana para manter uma boa saúde!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Limite e autocontrole na infância, sucesso na vida adulta

O resultado de uma  longa pesquisa, publicada recentemente indica que crianças capazes de tolerar frustrações e esperar por sua vez têm mais chances de ser bem-sucedidas quando maiores
Pesquisadores analisaram dados de cerca de 1.000 crianças neozelandesas nascidas nos anos de 1972 e 1973 e acompanhadas até os 32 anos de idade. O autocontrole dos participantes do estudo foi medido em diversos pontos da vida,
Crianças que apresentam maior autocontrole aos 3 anos de idade se tornam adultos mais saudáveis e bem sucedidos. Por outro lado, aquelas que apresentam menor autocontrole são mais propensas a abandonar a escola, infringir a lei e ter problemas financeiros, concluíram os autores do estudo.
Outro dado que se destaca, publicado on line  no “Proceedings of the National Academy of Sciences”, crianças com alto QI e de famílias mais favorecidas em termos socioeconômicos se mostraram mais propensas a ter mais autocontrole.
A palavra chave para uma criança ter autocontrole na fase adulta é saber  o sentido da palavra LIMITE na infância.
“Todos nós usamos nosso autocontrole todos os dias, mas algumas pessoas têm mais habilidade que outras”, disse Terrie Moffitt, professora de psicologia e neurociência da Duke University e principal autora do estudo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Teatro - O Contador de Histórias e a árvore dos sapatos - Fotos de HANS DENIS SCHNEIDER

Histórias da literatura univesal e do folclorista Franklin Cascaes

O livro do destino é uma das dramaturgias  mais aplaudidas. Uma pessoa que reclama da vida tem a oportunidade de mudar o seu Destino, mas perde o seu tempo pensando na vida dos outros... A dualidade no palco: o bem e o mal.
Caipora, o protetor das florestas,  chega na festa
Alguém atrapalha a festa
Contador de histórias canta "A hora da história" composta para a peça
Ilha de Páscoa e a Lenda do Homem-pássaro
Livro do destino: Saber pedir exige sabedoria! Cuidado quando pedir, pois o universo sempre responde.
O casamento do turco com a Dança do Ventre
A fantasia e a realidade
Bruxas dançam na festa, (Franklin Cascaes)
Era uma vez...


... Uma criança chorona...
Na história de Franklin Cascaes, a inveja, é personificada por alguém que nos conhece e até frequenta a nossa casa...
Candoca conta histórias e benze
Riso e alegria
Arrepios no palco quando a "morte" passa mas não nos toca. Ela está sempre presente, é uma certeza, conselheira infalível que diz: Viva intensamente cada momento da vida!
Quem faz o riso equilibra a seriedade do mundo real.|

Roberto foi um dos presenteados com meus livros
Uma tradição nas estreias no teatro: Doar livros!
Espetáculo para qualquer idade.


Matéria sobre a peça, publicada na mídia, Diário Catarinense, Edição de Sexta-feira, dia 21 de Janeiro 2011
TEATRO
Em nova temporada, a peça “O contador de histórias e a árvore dos sapatos”, no teatro da UFSC, inclui a arte da  dramaturgia com bonecos.
Baseada no conto “A Árvore dos Sapatos”, do escritor moçambicano Mia Couto, o espetáculo aborda as caminhadas que cada ser humano faz na vida tendo os sapatos como testemunhas.
Na peça, um contador de histórias, interpretado pelo escritor Julião Goulart, apresenta danças, monólogos, diálogos e contos tradicionais da literatura universal, passeando por culturas e ambientes que remontam diferentes épocas.
A inclusão da Arte com Bonecos é a grande novidade da peça, que tem produção, roteiro e figurino de Claudete T. da Mata, apresentando no espetáculo, um dos contos da Ilha da magia, a Lenda de Itaguaçú, em homenagem ao catarinense “Franklin Cascaes – Seu Frankolino, e aos imigrantes açorianos que chegaram ao nosso Estado, na antiga Nossa Senhora do Desterro, trazendo na sua bagagem, suas histórias de bruxas e outros elementares”
No palco, os contadores de histórias se transformam em bonecos vivos, manipulando outros bonecos, que representam o real e a fantasia, emocionando e até espantando o público, com suas histórias fantásticas, que impressionam e provocam o imaginário.
Ficha técnica:
Diretor: Julião Goulart
Coreografia: Amara Martino
Teatro de Bonecos com  Produção, Roteiro e Figurino  da Lenda de Itaguaçú: Claudete T. da Mata
Elenco: Amara Martino,  Claudete T. da Mata, Fernando Azevedo,  Leonardo Rosa, Milka Plaza, Bety Ossig, Bernardo Pires, Náiade Scharkey e Julião Goulart.
Iluminação: Nilson
Operador de Áudio: Fernando
Coordenação: Companhia de Teatro Letras no Jardim (Florianópolis)


Próximo espetáculo em Abril no teatro da UBRO, Florianópolis, dias 02 e 03.





Egito - Difícil compreensão para os ocidentais

O general Hosni Mubarak governa o Egito há mais de 30 anos. Agora o povo quer mudanças, renovação. O mundo islâmico e o Oriente Médio, para nós ocidentais e católicos,  se apresentam carregados de mistérios, diversidades. São padrões complexos de cultura e religião que devemos respeitar como os antropólogos bem sabem fazer quando observam e estudam um povo .
Ainda mais considerando a história de lutas milenares na região.

Tudo começou no Antigo Egito

O Antigo Egito é a civilização que se desenvolveu no vale inferior e no delta do rio Nilo entre 3100 a.C. e 30 a.C.
Em 333 a.C., Alexandre Magno derrotou os Persas na Batalha de Issus e mais tarde fundou a cidade de Alexandria. Com a morte de Alexandre, o general Ptolomeu governa o Egito até o ano 32 a.C.
Há governos de generais pelos  quatro cantos do mundo, ditadores ou não. Seria o caso do Egito nos dias de hoje?



Pescadores e o paladar japonês

(Desconheço a autoria dessa  história) 

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.
Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca.
Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco.
E os japoneses não  gostaram do gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado.
Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como "sardinhas".
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos. 


Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos seus barcos. Mas, eles  também adicionam um pequeno Tubarão em cada tanque. Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!"O  homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja elas podem perder as suas paixões. Elas podem começar a pensar que não precisam mais  trabalhar tanto, então, relaxam.
Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:
Como os japoneses resolveram este problema? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?  Antes da resposta, leia o que vem abaixo:
O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.
Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivo maior. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu grupo, da sociedade e, até mesmo, da Humanidade.
Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
 "Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar"

Reflexão:
Os contratempos, muitas vezes, são pequenos tubarões que nos ajudam a manter o sabor da vida.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Depoimento aos autores da trilha sonora de curta-metragem para postagem no You Tube

A música “Canção para Ana Carolina”, de autoria de Denise & Ricardo Boppré, foi escolhida como trilha sonora do curta-metragem “Viajante ou Peregrino?”, produzindo em 2010, em Florianópolis, pela bela melodia envolvente.

Momentos de reflexões positivas de um viajante se combinam com a certeza da fé e força do amor em cada passo da caminhada de um peregrino que busca o sagrado.

Julião Goulart

Diretor do curta-metragem “Viajante ou peregrino?”

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Roteirista – Modular entre a ficção e a realidade

Cada roteirista tem as suas manias. Tenho as minhas, carrego um pequeno bloco de anotações e caneta por onde ando para anotar idéias, conexões entre o real e o imaginário.
Se para escrever uma crônica é  necessário pegar um retalho do cotidiano, misturando com expressão poética e suas variações, escrever um roteiro para teatro ou cinema é bem diferente.
No primeiro caso a mensagem é literária e de leitura individual, no  segundo, há uma riqueza de elementos visuais, auditivos que se misturam com a escuta coletiva da platéia e múltiplas interações de um grupo de interesse comum que compartilham o mesmo espaço.
Na leitura individual o leitor cria a sua própria imagem, por vezes bem diferente da descrita pelo escritor. O ser humano é uma criatura de dimensões complexas,  combina raízes culturais, instrução formal, medos enfrentados ou não e suas experiências acumuladas, entre outros.
É o que chamamos de subjetividade. No meu mais recente trabalho de roteirista, um curta-metragem de ficção, fui buscar na milenar arte de pescar a inspiração para o novo filme.
Era uma vez um pescador que tinha um sonho... Queria ter o seu próprio barco de pesca. Sua mulher também tinha um sonho desde criança – ser enfermeira -, uma profissão que considerava exercício de amor e solidariedade. Ambos viviam na realidade de uma peixaria, como empregados. Ele vendedor, e ela limpadora de peixes.
Um dia, não muito longe dali, um grande transatlântico se aproxima da costa catarinense trazendo turistas e passageiros quando algo aconteceu e o sonho do casal começou a se transformar em realidade.
O final da história, adiantada nessa breve sinopse do roteiro, será contada quando o curta-metragem for produzido. O roteiro está pronto e é repleto de surpresas.
Prometo que se eu for o diretor de mais esse curta-metragem, trabalharei intensamente com os arquétipos comportamentais, deixando de lado a minha interpretação subjetiva.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Da história para o palco

Uma história que conto na peça O Contador de histórias e a árvore dos sapatos.
O ESPELHO sempre foi um objeto no mínimo curioso. Ver a si mesmo. No período de colonização era um dos principais produtos de troca com os índios.
No conto da Branca de Neve e os Sete Anões, dos Irmãos Grimm, diariamente, a rainha perguntava ao seu Espelho Mágico quem era a mulher mais bela do reinado. E ficava diante do espelho cheia de vaidade e autoadmiração.
Na mitologia grega, Narciso, ao ver a sua imagem refletida no espelho da água limpa do lago, de tão entorpecido ao admirar a própria beleza, cai no lago e morre.E o lago chorou.Era de água doce, mas, de tanto chorar, ficou com água salgada. É que o lago contemplava a própria beleza através da retina dos olhos de Narciso.Até o lago era vaidoso, como nós humanos.
 O narcisismo tem o seu nome derivado de Narciso, e ambos derivam da palavra Grega narke, "entorpecido" de onde também vem a palavra narcótico. Assim, para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade para com os outros.
E se pensarmos em nossos  espelhos interiores, que auto-imagem cada pessoa tem de si mesmo?
 Durante quase 800 anos, a Espanha foi dominada pelos árabes muçulmanos. Após a surpresa inicial da invasão da península Ibérica, começou a chamada Reconquista. Os jovens cristãos eram incentivados a participar dos torneios, fortalecendo a coragem e o vigor físico, preparando-se assim para - mais tarde - lutar contra os invasores. Surgiram daí episódios épicos. O mais conhecido, talvez, seja o de El Cid Campeador, que derrotou dezenas de príncipes árabes.
Com a finalidade de incentivar um jovem medroso, que não aceitava participar dos torneios, o pai deu-lhe um espelho dourado. Explicou que era mágico: seu portador jamais seria derrotado em torneios ou mesmo em batalhas. A partir daí, a vida deste jovem modificou-se. Ele venceu todos os torneios, com incrível capacidade de manejar armas. Sua coragem e habilidade tornaram-se, mais tarde, lendárias nos combates.
Passados anos, imaginando que isso não faria mal algum, um companheiro revelou a verdade. O espelho não era mágico, era um espelho comum. A valentia era pessoal. Imediatamente a insegurança voltou e o guerreiro não mais participou de torneios e combates, recolhendo-se a uma vida sem garra e sem sentido.
Cada um de nós é portador de uma auto-imagem. Isso significa a maneira como nos vemos. Uma auto-imagem positiva desencadeia grande dinamismo, enquanto uma auto-imagem fraca faz com que seu portador se esconda, cheio de medos. E porque não acredita em si mesmo, acaba fracassando. A auto-imagem é formada nos primeiros anos de vida. Esses “comandos iniciais” que se originam a partir da opinião dos pais, familiares e mestres, tendem a se perpetuar. Daí a importância de elogiar e valorizar positivamente qualquer progresso no crescimento pessoal das crianças e filhos.
É claro que existe a possibilidade de reação. A pessoa, num momento qualquer, pode tomar uma decisão e empunhar as rédeas da própria vida. Em qualquer etapa da vida podemos dizer: de hoje em diante será diferente. O medo, na medida certa, é saudável e nos ajuda na sobrevivência diante dos perigos.
Mas nós não dependemos de coisas mágicas. A autoconfiança, o valor, a magia estão dentro de nós. Não é o espelho que nos dá certeza. É a maneira como olhamos a figura que está no espelho. Nem sempre percebemos nossa real dimensão. A criatura humana é demasiadamente grande para bastar a si mesma. Deus nos revela a nossa verdadeira grandeza. Existe uma dimensão mágica e real em nossa vida: a fé. A certeza de um Deus que nos ama, que revela sua ternura na misericórdia, que caminha conosco, nos possibilita enfrentar todas as batalhas da vida. De resto, não é só a vitória que tem sabor. Nossa realização está na luta. Combater o bom combate tem todo o significado e o sabor de vitória. É isso o que nos garante o espelho mágico que está dentro de nós.
 Bom lembrar dos versos de Miltom Nascimento, na música Caçador de mim: Nada a temer senão o correr da luta!