terça-feira, 25 de setembro de 2012

Histórias de teatro


Era uma vez... Um fabricante de sapatos que não gostava de teatro. Ele jamais havia entrado num recinto teatral, muito menos num camarim.
Como de costume, sempre que estava na cidade pela primeira vez, foi andar para apreciar o lugar. Ao passar diante de um teatro, viu a fila de pessoas alegres para comprar ingressos.
O homem adorava fazer observações profissionais e ali estava  uma oportunidade de ver diversos modelos de  sapatos. A fila andava, ele olhando para baixo para ver os sapatos dos outros  nem percebeu que já estava diante da bilheteria. Era a sua vez de comprar ingresso.
Depois de comprar ingresso, o homem,   seguindo o fluxo da fila, entrou no teatro.
Quando começou o espetáculo, uma bailarina pisou docemente no palco, fez  evoluções e passos de danças com uma coreografia sublime e impecável, embalada por uma música divina.
 O homem fixou sempre o olhar nas sapatilhas da bailarina. Pareciam leves, assumiam posições elegantes e tocavam o chão com graça.
Ao final do espetáculo, enquanto o público  deixava o teatro, o curioso decidiu ir além do proscênio  e das coxias para conhecer o outro lado do palco.
Foi lá, num  canto escuro e silencioso, sobre o piso de madeira, que o homem encontrou  um par de sapatilhas, sem graça, retorcidas e dobradas pela ação dos elásticos. E, com uma das sapatilhas na mão, o homem começou a pensar na beleza e no balançar harmônico ritmado da bailarina.
Na saída do teatro  o homem, cheio de entusiasmo, perguntou para o encarregado da portaria:
- Quando haverá um novo espetáculo? 
- Hoje foi o último espetáculo desta temporada, - respondeu o porteiro... 

domingo, 23 de setembro de 2012

Histórias de teatro

A Companhia de Teatro estava pronta para iniciar o espetáculo numa exibição aos funcionários e pacientes do manicômio. 
O Diretor sentou-se na última fila para observar a reação da plateia.
Durante as encenações, na esquerda do palco, um 
homem com tiques nervosos e inesperados, logo chamou a atenção do atento diretor. Eram tiques intercalados com uma espécie de senta-levanta.
Enquanto isso os atores no palco cumpriam com graça e entusiasmo o roteiro conforme o diretor havia ensaiado. Foi quando dois homens levantaram nas cadeiras da direita e começaram a gesticular nervosamente numa linguagem corporal de mãos e braços.
O diretor notou que ao seu lado um homem concentrado e curtindo a peça.
No final da peça, ele não sabia quem eram os loucos e quem eram “os normais”.
Após a apresentação, numa conversa informal, o diretor soube que o homem “dos tiques nervosos” era o médico da instituição, os que gesticulavam nervosos eram da administração do manicômio e o homem que assistia atento era um louco.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Pontos cegos


Breve reflexão depois de reler O MANUAL MÍNIMO DO ATOR|.


Verdades são subjetivas, pessoais, não têm dono. Mas, sempre acreditei como verdade para mim, que homens e mulheres têm pontos cegos de autojulgamento. E, quando alguém nos diz   vai “te enxergar!”, deveríamos seguir o  conselho, em vez de retribuir a deselegância.
Sobre isso, o escritor e dramaturgo Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura 1997, relata uma história interessante.
Ele conta que  estava num evento na Europa, com dimensão internacional. Vários palestrantes ocupariam a tribuna. Dario Fo seria um dos palestrantes. Quando chegou a vez do dramaturgo, ele começou a imitar os palestrantes que já tinham se apresentado, apenas com imitações dos movimentos e gestos corporais.
A plateia, atenta, logo identificou cada um dos imitados. Ouviram-se  risos e aplausos enquanto talentoso palestrante interpretava e fazia coreografias.
No final da apresentação, pessoas foram interrogar os palestrantes que Dario Fo imitou. Estranhamente, todos  disseram as mesmas frases:
- Eu não sou assim... Este não sou eu...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

20 de setembro - Feriado no RS para lembrar a história



   
O Hino Rio-Grandense é o hino oficial da República do Rio Grande do Sul. Tem letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real. A obra original possuía uma estrofe que foi suprimida, além de uma repetição do estribilho, pelo mesmo dispositivo legal que a oficializou como hino do estado - A lei nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966.

I
Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

Refrão
Mostremos valor e constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
II.
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo
Refrão
Mostremos valor e constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cultura entrevista


No dia 17 de setembro,  entrevistei Júlio de Queiroz, Professor Doutor em filosofia, estudou em MuniqueKielLondres e Berlim. Doutorou-se com a tese Aspectos Estéticos da Mística Católica Medieval Alemã. Um destaque do programa foi   Hildegard de Bingen, conforme artigo abaixo, de autoria do entrevistado. 
Foto via telemóvel
"Agora que as “Meditações”, escritas por s. Anselmo de Cantuária (1033–1109) foram escoimadas de um material espúrio ligado a seu nome, volta-se a lhe creditar um papel excepcional nas correntes da vida mística da Alta Idade Média européia. No Século XII, houve um reviver místico, no qual brilham de modo excepcional, os beneditinos, s. Bernardo de Claraval (1091-1153),  s. Hildegarda de Bingen (1098–1179), Joaquim de Flore (1132–1202) e Ricardo de São Victor (+ c. 1173).
O espírito de Bernardo de Claraval e de Ricardo de São Victor é que dominará a vivência mística européia nos duzentos anos seguintes. As terras germânicas e as italianas são a exceção, onde inesperadamente surgem mulheres que, a partir do claustro, buscam influenciar as atividades da história secular.
Tanto em Hildegarda de Bingen quanto em sta. Elizabete de Schönau (1138–1165), na monja Gertrudes (1251-1291), em Mectildes de Magdeburgo (1212–1299), e em s. Gertrudes, a Grande, (1256 – 1311) todas beneditinas, temos uma longa linha de mulheres místicas – visionárias, profetisas e reformadoras políticas – que combinam a transcendência espiritual com grande habilidade prática e administrativa. 
Elevadas pela força de suas intuições espirituais, emergem de uma vida escondida claustral para impor sua leitura dos acontecimentos do mundo de sua época. Do ponto de vista da eternidade, em cuja luz viviam, elas atacaram os desmandos de sua geração.
ii. Hildegarda de Bingen 
 Mulher de caráter forte, aparentemente possuidora de qualidades psíquicas supranormais, a Abadessa Hildegarda era impulsionada pelo que ela própria denominava    aquela Luz Viva, que lhe foi inspiração para denunciar a corrupção na Igreja e nos governos temporais.
Nas cartas inspiradas que ela, de seu mosteiro, em Rupertsberg, perto de Bingen, uma cidadezinha sonolenta às margens do rio Reno, como se fossem raios incendiadores, enviava para reis e papas,  temos tanto o idealismo quanto o bom-senso prático dos germânicos.
Num equilíbrio psicológico raro, alternavam-se os conselhos e reprimendas políticas dirigidas aos senhores do poder temporal e espiritual e a imensa ternura de seus poemas místicos. Só vamos encontrar a mesma combinação de administração prática e envolvimento espiritual intenso numa outra mulher admirável, Tereza D’Ávila, filha do Século XVI.
Os poemas de Hildegarda, junto com a descrição de suas visões místicas, ela  guardou apenas para si por anos até que, tendo-os relatado a Bernardo de Claraval e, por fim,  autorizada por Eugênio III, o papa então reinante, passou a dá-los ao conhecimento de suas monjas.
Nascida em 1098, a mais nova entre dez filhos de Hildebert von Bermesheim, em Böckelheim no Nahe, com oito anos de idade foi entregue como oblata ao Mosteiro de Disibodenberg, uma casa feminina dependente do mosteiro masculino do mesmo nome e na mesma localidade.
Ali, tutelada pela grande abadessa Juta de Disibodenberg, posteriormente santificada, levou a vida reclusa de monja beneditina. Com a morte de Juta, a partir de 1136, Hildegarda, eleita abadessa, passou a dirigir a casa.
A “maior visionária da Alemanha”, como ficou conhecida, passou a sofrer um processo de cegueira e de paralisia.
Nada disso impediu que Hildegarda tomasse a iniciativa de transferir sua casa monástica de Disibodenberg para Rupertsberg (hoje Bingensbrück). A mudança teve lugar em 1147.
Apesar da má saúde, a Abadessa Hildegarda viajou pela França, pelo sul e leste da Alemanha pregando penitência.
Em suas mais de cem cartas existentes pode-se notar o caráter decidido, a vontade definida e, acima de tudo, o zelo pela fé cristã.
Esta fé, inteiramente cristocêntrica, manifesta-se quando esta mulher de vontade férrea não está recriminando cardeais, arcebispos e bispos, adoçada nos poemas descritivos de suas visões.
As 26 visões foram reunidas no livro  Scivias, ou seja, Sci vias Domini (aprende os caminhos do Senhor), escrito em Rupertsberg. Dois outros, um deles sobre as plantas curativas da Alemanha (Physica) e o  outro, o Causae et Curae, sobre causas e curas de doenças, demonstram uma capacidade de reflexão e de observação científicas pouco comuns naqueles tempos. Estes dois tratados posteriormente lhe trouxeram o título de Primeira Pesquisadora Médica da Alemanha.
Em 1632, os normandos atacaram e destruíram o mosteiro em Rupertsberg.  Na sua fuga, as monjas salvaram o codex original das visões. Depois da Guerra dos Trinta Anos, quando o Mosteiro em Eibingen foi formado, o codex ressurgiu. No Século XIX, com a Secularização, a Kulturkampf, também este Mosteiro  foi laicizado. Os escritos a mão por Hildegarda acabaram entregues à Biblioteca Oficial de Wiesbaden. Desde a Segunda Guerra Mundial, não se sabe o paradeiro desse codex.  Há, entretanto, uma cópia em pergaminho. As monjas do Mosteiro de Sta. Hildegarda, cerca de 40km. de Eibingen, a prepararam entre os anos de 1927 e 1933. Uma fotocópia dos originais existe na biblioteca do Mosteiro dos monges beneditinos  de Maria Laach. Uma edição crítica de todos os trabalhos de Hildegarda foi organizada pelas monjas de Eibingen e foi publicada pela Editora Otto Müller, de Salzburgo, na Áustria. 
Hildegarda é ainda a santa padroeira dos esperantistas e dos estudiosos da lingüística.
A beleza e a convicção de suas visões nos textos em que as descreve vieram a ter profunda influência na poesia mística da Alemanha medieval, ecoando com acentos fortes na obra de Mestre Eckart, nas de Henrique Susano e de Jacó Tauler, que viveram cerca de cem anos após a morte de Hildegarda.
Apenas como ligeira ilustração introdutória à poética de Hildegarda de Bingen, estes dois trechos:

 “Havia um rei, que, em seu trono majestoso,
  Ao notar uma pluma caída no chão, a levantou,
  Fazendo-a, ao seu sopro, dançar no ar.
  A pluma não subia e descia por nada que fizesse;
  Só sustentada pelo ar.
  Assim sou eu, pluma dependente do respirar de Deus.”

As candentes rimas de  O Ecclesia  lembram os tons amorosos do Cântico dos Cânticos bíbilico.
Ó Ecclesia,/ cujos olhos, safiras/ orelhas como os montes de Belém/nariz, uma montanha de mirra e incenso e cuja boca/ tem os sons de grandes águas.”

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mestre e aluno se reencontram na Rádio Cultura


Meu professor no curso Teologia, Prof. MS Celso Loraschi foi a atração no programa A Hora da História que apresento na Rádio Cultura AM 1110 Khz de Florianópolis.
Professor ministrando aula no ITESC
O tema do programa foi sobre a Bíblia. Celso Loraschi é professor de Exegese Bíblica no ITESC e Coordenador dos cursos de extensão universitária.
Celso Loraschi e Luis Coelho
Combinamos um próximo encontro para abordarmos o poder pedagógico das parábolas de Jesus. 




sexta-feira, 7 de setembro de 2012

7 de setembro - Pátria Amada Brasil

A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de 
setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. Deve ser executado em continência à
Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.

Letra do Hino Nacional Brasileiro
I
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!

BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA.

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU,BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

II
DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,
AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!.

BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
-PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

Vocabulário (Glossário)

Plácidas: calmas, tranqüilas
Ipiranga: Rio onde às margens D.PedroI proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
Brado: Grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: Cultuada, amada
Vívido: intenso
Formoso: lindo, belo
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Resplandece: que brilha, iluminidada
Impávido: corajoso
Colosso: grande
Espelha: reflete
Gentil: Generoso, acolhedor
Fulguras: Brilhas, desponta com importância
Florão: flor de ouro
Garrida: Florida, enfeitada com flores
Idolatrada: Cultivada, amada acima de tudo
Lábaro: bandeira
Ostentas: Mostras com orgulho
Flâmula: Bandeira
Clava: arma primitiva de guerra, tacape

Você sabia?

- No dia 13 de abril é comemorado o Dia do Hino Nacional.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sakura Matsuri


Conta  a lenda que uma princesa desceu dos céus e aterrissou em uma cerejeira. Acredita-se então que o nome sakura, na verdade, é derivado do nome da princesa Konohana Sakuya Hime, que significa “a princesa da árvore de flores abertas”. Ou
tros dizem que o nome da planta tem sua origem no cultivo de arroz e sua divindade (Sa). A segunda parte do nome, kura, faria referência à sua morada.
Vida breve
Uma das principais características da cerejeira é sua efemeridade. O fato de as flores durarem pouco tempo nos galhos das árvores impressionou muito os japoneses na Idade Média, período de guerras, o que fazia com que as pessoas sentissem que tinham a vida ameaçada a todo o momento. Assim, a sakura foi associada à imagem do samurai, guerreiros que estavam dispostos a dar sua vida quando necessário e de existência muitas vezes tão breve quanto a flor da cerejeira.
Recado sutil
Antigamente, a sakura era considerada símbolo do amor. Quando as mulheres enfeitavam os cabelos com um galho de sakura ou decoravam o quintal de casa com as flores, mostravam que estavam em busca de um amor. Nas peças do teatro kabuki, o cenário do bairro das gueixas é freqüentemente ilustrado pelas flores de cerejeiras para representar a alegria dessa região de entretenimento. No entanto, a flor também tem uma simbologia negativa: um galho quebrado de cerejeira também pode significar a aproximação da morte. Acredita-se o que sakura é a ligação entre o mundo dos vivos e dos mortos; e que a alma dos mortos é absorvida pelas árvores das cerejeiras.
(Matéria publicada originalmente no site do jornal Tudo Bem em 20/03/2005.)