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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Histórias de teatro

Era uma vez... Um fabricante de sapatos que não gostava de teatro. Ele jamais havia entrado num recinto teatral, muito menos num camarim. Como de costume, sempre que estava na cidade pela primeira vez, foi andar para apreciar o lugar. Ao passar diante de um teatro, viu a fila de pessoas alegres para comprar ingressos. O homem adorava fazer observações profissionais e ali estava  uma oportunidade de ver diversos modelos de  sapatos. A fila andava, ele olhando para baixo para ver os sapatos dos outros  nem percebeu que já estava diante da bilheteria. Era a sua vez de comprar ingresso. Depois de comprar ingresso, o homem,   seguindo o fluxo da fila, entrou no teatro. Quando começou o espetáculo, uma bailarina pisou docemente no palco, fez  evoluções e passos de danças com uma coreografia sublime e impecável, embalada por uma música divina.  O homem fixou sempre o olhar nas sapatilhas da bailarina. Pareciam leves, assumiam posições elegantes e tocavam o chão com graça. Ao final do espetáculo,…

Histórias de teatro

A Companhia de Teatro estava pronta para iniciar o espetáculo numa exibição aos funcionários e pacientes do manicômio. O Diretor sentou-se na última fila para observar a reação da plateia. Durante as encenações, na esquerda do palco, um  homem com tiques nervosos e inesperados, logo chamou a atenção do atento diretor. Eram tiques intercalados com uma espécie de senta-levanta. Enquanto isso os atores no palco cumpriam com graça e entusiasmo o roteiro conforme o diretor havia ensaiado. Foi quando dois homens levantaram nas cadeiras da direita e começaram a gesticular nervosamente numa linguagem corporal de mãos e braços. O diretor notou que ao seu lado um homem concentrado e curtindo a peça. No final da peça, ele não sabia quem eram os loucos e quem eram “os normais”. Após a apresentação, numa conversa informal, o diretor soube que o homem “dos tiques nervosos” era o médico da instituição, os que gesticulavam nervosos eram da administração do manicômio e o homem que assistia atento era um…

Pontos cegos

Breve reflexão depois de reler O MANUAL MÍNIMO DO ATOR|.

Verdades são subjetivas, pessoais, não têm dono. Mas, sempre acreditei como verdade para mim, que homens e mulheres têm pontos cegos de autojulgamento. E, quando alguém nos diz   vai “te enxergar!”, deveríamos seguir o  conselho, em vez de retribuir a deselegância. Sobre isso, o escritor e dramaturgo Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura 1997, relata uma história interessante. Ele conta que  estava num evento na Europa, com dimensão internacional. Vários palestrantes ocupariam a tribuna. Dario Fo seria um dos palestrantes. Quando chegou a vez do dramaturgo, ele começou a imitar os palestrantes que já tinham se apresentado, apenas com imitações dos movimentos e gestos corporais. A plateia, atenta, logo identificou cada um dos imitados. Ouviram-se  risos e aplausos enquanto talentoso palestrante interpretava e fazia coreografias. No final da apresentação, pessoas foram interrogar os palestrantes que Dario Fo imitou. Estranhamente, todos…

20 de setembro - Feriado no RS para lembrar a história

O Hino Rio-Grandense é o hino oficial da República do Rio Grande do Sul. Tem letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real. A obra original possuía uma estrofe que foi suprimida, além de uma repetição do estribilho, pelo mesmo dispositivo legal que a oficializou como hino do estado - A lei nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966.

I
Como aurora precursoraDo farol da divindade
Foi o 20 de SetembroO precursor da liberdade
RefrãoMostremos valor e constânciaNesta ímpia e injusta guerraSirvam nossas façanhasDe modelo a toda terraDe modelo a toda terraSirvam nossas façanhasDe modelo a toda terraII.Mas não basta pra ser livreSer forte, aguerrido e bravoPovo que não tem virtudeAcaba por ser escravoRefrãoMostremos valor e constânciaNesta ímpia e injusta guerraSirvam nossas façanhasDe modelo a toda terraDe modelo a toda terraSirvam nossas façanhasDe modelo a toda terra

Cultura entrevista

No dia 17 de setembro,  entrevistei Júlio de Queiroz, Professor Doutor em filosofia, estudou em MuniqueKielLondres e Berlim. Doutorou-se com a tese Aspectos Estéticos da Mística Católica Medieval Alemã. Um destaque do programa foi   Hildegard de Bingen, conforme artigo abaixo, de autoria do entrevistado.  "Agora que as “Meditações”, escritas por s. Anselmo de Cantuária (1033–1109) foram escoimadas de um material espúrio ligado a seu nome, volta-se a lhe creditar um papel excepcional nas correntes da vida mística da Alta Idade Média européia. No Século XII, houve um reviver místico, no qual brilham de modo excepcional, os beneditinos, s. Bernardo de Claraval (1091-1153),s. Hildegarda de Bingen (1098–1179), Joaquim de Flore (1132–1202) e Ricardo de São Victor (+ c. 1173). O espírito de Bernardo de Claraval e de Ricardo de São Victor é que dominará a vivência mística européia nos duzentos anos seguintes. As terras germânicas e as italianas são a exceção, onde inesperadamente surge…

Mestre e aluno se reencontram na Rádio Cultura

Meu professor no curso Teologia, Prof. MS Celso Loraschi foi a atração no programa A Hora da História que apresento na Rádio Cultura AM 1110 Khz de Florianópolis. O tema do programa foi sobre a Bíblia. Celso Loraschi é professor de Exegese Bíblica no ITESC e Coordenador dos cursos de extensão universitária. Combinamos um próximo encontro para abordarmos o poder pedagógico das parábolas de Jesus. 



7 de setembro - Pátria Amada Brasil

A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de 
setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. Deve ser executado em continência à
Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.

Letra do Hino Nacional Brasileiro
I
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!

BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO

Sakura Matsuri

Conta  a lenda que uma princesa desceu dos céus e aterrissou em uma cerejeira. Acredita-se então que o nome sakura, na verdade, é derivado do nome da princesa Konohana Sakuya Hime, que significa “a princesa da árvore de flores abertas”. Ou tros dizem que o nome da planta tem sua origem no cultivo de arroz e sua divindade (Sa). A segunda parte do nome, kura, faria referência à sua morada.
Vida breve
Uma das principais características da cerejeira é sua efemeridade. O fato de as flores durarem pouco tempo nos galhos das árvores impressionou muito os japoneses na Idade Média, período de guerras, o que fazia com que as pessoas sentissem que tinham a vida ameaçada a todo o momento. Assim, a sakura foi associada à imagem do samurai, guerreiros que estavam dispostos a dar sua vida quando necessário e de existência muitas vezes tão breve quanto a flor da cerejeira.
Recado sutil
Antigamente, a sakura era considerada símbolo do amor. Quando as mulheres enfeitavam os cabelos com um galho de sakura o…