sexta-feira, 19 de junho de 2009

O fantasma da Ópera - Teatro de Sua Majestade em Londres - UK


Penso que o desafio do grande teatro está em saber viver. E o palco, é onde nos encontramos com as oportunidades de aprendizado através dos relacionamentos.
Teatro na Biblioteca Pública - 155 anos

E na comemoração dos 155 anos da Biblioteca Pública de Santa Catarina, ousadamente ataquei de Diretor de Teatro na peça "A árvore dos sapatos", uma adaptação que fiz a partir de um conto do escritor moçambicano Mia Couto.

Aproveitei o talento e os textos das atrizes e atores que já tinham monólogos, diálogos e expressões corporais/musicais para o evento.
Toquei violão e cantei a minha música do coração "Santa Catarina"

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Confissões de um Contador de história

Cresci ouvindo causos e histórias do folclore brasileiro e especialmente da tradição oral do gaúcho.
Morava no interior e após o jantar nos reuníamos na sala de casa para ouvir a história especial daquele dia, contada por algum integrante da família.
Passou a ser uma rotina que me lembra muito o conto da árvore dos sapatos, uma das histórias que contei na Rádio Cultura e que está na página 22 do meu livro "Contador de história".
Meu pai gostava de contar histórias em que ele era sempre o herói. Ele gostava de ensinar que, diante da mentira e da injustiça, uma pessoa de bem não deve se calar. Ele era para mim, uma espécie de Dom Quixote.
Confesso que em muitas histórias contadas por meu pai, eu e meus irmãos sabíamos que era pura fantasia do velho, mas que foram importantes para trabalhar os medos, emoções positivas e descobrirmos os nossos limites, numa verdadeira aula de autoconhecimento.
Hoje percebo o valor de exercitar a imaginação, de construir imagens na abstração de idéias, memorizar e evocar fatos.
Foi por gostar de contos que fiz o Curso de Contador de Histórias no NETI/UFSC.
Durante um ano aprendi e exercitei técnicas do contador e de como é importante a decodificação da linguagem na contação de histórias, considerar o contexto dos ouvintes, idades, expectativas, os sinais de expressão corporal, sempre respeitando a capacidade de cada pessoa entender.
Contei histórias em Escolas, Bibliotecas, Museus, Livrarias, em roda de amigos e até em bares, mas meu grande desafio foi ser Contador de Histórias numa emissora de rádio, apresentando o programa A Hora da História, pela Rádio Cultura de Florianópolis.
Diante do microfone, e sem poder “ler” as expressões faciais dos ouvintes, torna-se necessário colocar nas inflexões da voz, as diversas mensagens não-verbais contidas numa contação de histórias.
No meu livro reproduzo algumas histórias que eu contei no programa “A Hora da História”, que apresento na Rádio Cultura de Florianópolis. Reúno uma seleção de histórias, atendendo aos pedidos dos ouvintes.

Julião Goulart