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Meu poema, minha homenagem...

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LITERATURA - Recomendo "O Homem Medíocre" do médico e filósofo José Engenieros.

O livro da foto, embora publicado pela primeira vez em Madri em 1913, continua atual, pois o autor escreveu sobre homens e mulheres sem ideais, pragmáticos, perdidos numa rotina rasa e automática, sem misericórdia e compaixão.

Para Ingenieros o homem medíocre é invejoso, aquele cuja ausência de caracteres pessoais impede que se possa distinguir entre o mesmo e a sociedade, vivendo sem que se note sua existência individual, permitindo que a sociedade e a mídia pense e deseje por ele.
O homem medíocre é sinônimo de homem domesticado, se alinhando com exatidão às filas do convencionalismo social. A opinião dos outros é o que importa, são os escravos das sombras, vivem para o fantasma que projetam na opinião de seus similares. Porque pensam sempre com a cabeça social e não com a própria, são a escora mais firme de todos os preconceitos políticos, religiosos, morais e sociais.
O homem medíocre associa-se aos milhares que existem para oprimir os que não comungam com a sua rotina.
...Cada u…

O burro vaidoso

Era uma vez... Numa olaria, que era tocado por um  burrico. 

Diariamente o oleiro fabricava estátuas de santos   para vender na feirinha da praça, aos finais de semana.  A mercadoria era rotineiramente entregue a um  transportador que levava o material até o local da  feira. Num certo dia, o transportador não apareceu e o oleiro, muito preocupado em bem atender seus fregueses e entregar as encomendas, resolveu transportar as estátuas no lombo do burrico. Lá se foram o burrico e o oleiro pelas ruas, seguindo em direção da feira de artesanatos. O burrico “pensou “ - eu  estava cansado de tocar o oleiro e sempre andar em volta do mesmo ponto. Finalmente estou passeando. Olhava alegre  para todos os lados. Durante o trajeto, o burrico observou  pessoas que faziam reverências a ele. Algumas até faziam o “sinal da cruz”. O burrico ficou cheio de orgulho, ensaiou poses para fotografia e se achou o tal. Ao chegarem à feira, descarregaram as estátuas e o oleiro voltou com o burrico para a olaria. O bur…

Cuidado com os espelhos e as surpresas de amar ao "próximo".

Gosto de escrever textos para provocar reflexões sobre as lições da sabedoria da natureza, especialmente a dos animais.
Um bom exemplo é o das aves migratórias que sabem a hora de ir embora, de sair de cena observando apenas os sinais do contexto onde estão.
Em alguns casos, podemos aprender com as aves.
Temos uma natureza interior, uma ecologia, com animais selvagens e primordiais.
Cada ser humano é uma versão do Noé Bíblico, que precisa construir uma Arca para salvar os seus animais interiores do dilúvio do inconsciente.
Nessa linguagem simbólica há o desafio de ter consciência da força da natureza instintiva que pulsa em nós, e que precisa ser descoberta pelo ser humano, entendida e aceita pela razão.
Salvar os nossos animais interiores do dilúvio do inconsciente passa pelo autoconhecimento. Entender o eu, o outro, o grupo e leitura da própria realidade.
Contudo, não temos unicamente uma zoologia interior.
Há também multidões de personagens e padrões de comportamentos e atitude…

OFICINA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS NA RÁDIO CULTURA DIA 06 DE MAIO

Participantes da Oficina Entrevista na Rádio no programa A Hora da História Apresentadores da Rádio fizeram a acolhida das convidadas. A nova Oficina será do dia 17 de junho.   Inscrições e informações pelo telefone 32518423. As vagas são limitadas


Gentileza gera gentileza e sorriso gera sorriso

O MEDO DA SEMENTINHA - Rubem Alves

Vou contar a história de uma sementinha. Sua mãe era uma palmeira enorme, forte, de galhos compridos que entravam pelo céu. Um dia, quando estava ferrada no sono, uma coisa estranha aconteceu. Créec! Um barulho, coisa que ela nunca ouvira antes. De repente ela viu uma coisa que nunca havia visto antes. Seu mundinho fechado e escuro, a barriga da sua mãe, se abriu. Começou a entrar uma luz. Chegara a hora de nascer. Ela ouviu uma voz suave e amiga: Sementinha! Sementinha! Não precisa ter medo. Sou eu, sua mãe... Ela olhou para fora e viu aquela árvore enorme sorrindo para ela. - Nada de ruim vai acontecer, sementinha. O mundo aqui fora é mais gostoso que o mundo aí
dentro. Olhe, vou apresentá- lá aos seus amigos. Mamãe árvore balançou suas folhas, chamando, e veio o vento, e passaram as nuvens, e o sol brilhou... Também a mãe de todos, a terra, que nos dá vida... E a sementinha olhou para aquela terra maravilhosa, que se perdia de vista, nas montanhas do horizonte, cobertas de coisas verdes e colori…