Pular para o conteúdo principal

Postagens

LITERATURA - Recomendo "O Homem Medíocre" do médico e filósofo José Engenieros.

Postagens recentes

O burro vaidoso

Era uma vez... Numa olaria, que era tocado por um  burrico. 

Diariamente o oleiro fabricava estátuas de santos   para vender na feirinha da praça, aos finais de semana.  A mercadoria era rotineiramente entregue a um  transportador que levava o material até o local da  feira. Num certo dia, o transportador não apareceu e o oleiro, muito preocupado em bem atender seus fregueses e entregar as encomendas, resolveu transportar as estátuas no lombo do burrico. Lá se foram o burrico e o oleiro pelas ruas, seguindo em direção da feira de artesanatos. O burrico “pensou “ - eu  estava cansado de tocar o oleiro e sempre andar em volta do mesmo ponto. Finalmente estou passeando. Olhava alegre  para todos os lados. Durante o trajeto, o burrico observou  pessoas que faziam reverências a ele. Algumas até faziam o “sinal da cruz”. O burrico ficou cheio de orgulho, ensaiou poses para fotografia e se achou o tal. Ao chegarem à feira, descarregaram as estátuas e o oleiro voltou com o burrico para a olaria. O bur…

Cuidado com os espelhos e as surpresas de amar ao "próximo".

Gosto de escrever textos para provocar reflexões sobre as lições da sabedoria da natureza, especialmente a dos animais.
Um bom exemplo é o das aves migratórias que sabem a hora de ir embora, de sair de cena observando apenas os sinais do contexto onde estão.
Em alguns casos, podemos aprender com as aves.
Temos uma natureza interior, uma ecologia, com animais selvagens e primordiais.
Cada ser humano é uma versão do Noé Bíblico, que precisa construir uma Arca para salvar os seus animais interiores do dilúvio do inconsciente.
Nessa linguagem simbólica há o desafio de ter consciência da força da natureza instintiva que pulsa em nós, e que precisa ser descoberta pelo ser humano, entendida e aceita pela razão.
Salvar os nossos animais interiores do dilúvio do inconsciente passa pelo autoconhecimento. Entender o eu, o outro, o grupo e leitura da própria realidade.
Contudo, não temos unicamente uma zoologia interior.
Há também multidões de personagens e padrões de comportamentos e atitude…

OFICINA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS NA RÁDIO CULTURA DIA 06 DE MAIO

Participantes da Oficina Entrevista na Rádio no programa A Hora da História Apresentadores da Rádio fizeram a acolhida das convidadas. A nova Oficina será do dia 17 de junho.   Inscrições e informações pelo telefone 32518423. As vagas são limitadas


Gentileza gera gentileza e sorriso gera sorriso

O MEDO DA SEMENTINHA - Rubem Alves

Vou contar a história de uma sementinha. Sua mãe era uma palmeira enorme, forte, de galhos compridos que entravam pelo céu. Um dia, quando estava ferrada no sono, uma coisa estranha aconteceu. Créec! Um barulho, coisa que ela nunca ouvira antes. De repente ela viu uma coisa que nunca havia visto antes. Seu mundinho fechado e escuro, a barriga da sua mãe, se abriu. Começou a entrar uma luz. Chegara a hora de nascer. Ela ouviu uma voz suave e amiga: Sementinha! Sementinha! Não precisa ter medo. Sou eu, sua mãe... Ela olhou para fora e viu aquela árvore enorme sorrindo para ela. - Nada de ruim vai acontecer, sementinha. O mundo aqui fora é mais gostoso que o mundo aí
dentro. Olhe, vou apresentá- lá aos seus amigos. Mamãe árvore balançou suas folhas, chamando, e veio o vento, e passaram as nuvens, e o sol brilhou... Também a mãe de todos, a terra, que nos dá vida... E a sementinha olhou para aquela terra maravilhosa, que se perdia de vista, nas montanhas do horizonte, cobertas de coisas verdes e colori…
PARA ONDE VAI O AMOR QUE SE PERDE?
Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontr...ou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para encontrar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Não tendo encontrado a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. A carta dizia : “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”.
Durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina outras cartas , que narravam as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka pres…