quinta-feira, 29 de julho de 2010

Teatro - AUTO DA COMPADECIDA


Recomendo esse espetáculo cheio de graça, nele, dois atores que encenamos juntos As Luas de Galileu, em duas temporadas, Marcelo Cidral e Marcelo Cipriani, além de um grande elenco.
Ingressos no local ou nos teatros CIC, Pedro Ivo e Tac.

Jesus histórico ou Jesus simbólico?

É o tema de um dos meus livros ainda não publicados.
O humano e o divino. Quem somos nós? Se sabemos o caminho, a verdade e a vida, por quê não o percorremos? Há salteadores nas estradas?...

domingo, 25 de julho de 2010

Carlos Drummond de Andrade - Amor (1985)

AMOR
AMAR SE APRENDE AMANDO


O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido.
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

"Amor" - eu disse - e floriu uma rosa
embalsamando a tarde melodiosa
no canto mais oculto do jardim,
mas seu perfume não chegou a mim.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CEAR – UMA NOVA FORÇA NA EVANGELIZAÇÃO

Assisti, emocionado, a inauguração do CEAR – Centro de Evangelização Angelino Rosa, que ocorreu no dia 18 de julho, na Comunidade Divino Oleiro, em Gov.Celso Ramos.

Diretor e Locutor Sedemir
Do estúdio da Rádio Cultura, montado dentro do CEAR, presenciei uma inauguração imantada pela generosidade do casal Walecy & Angelino Rosa.

Com projeto moderno e arrojado, é o maior Centro de Eventos Católico do Sul do Brasil , com capacidade para 3 mil pessoas sentadas, o Centro possui ainda 57 banheiros ( masculinos e femininos ) , 2 salas de apoio de palco ( camarins e sacristia ) com 4 banheiros e chuveiros, Lanchonete, Administração, Livraria e o Memorial Angelino Rosa.

PEDRO E A GALINHA MARICOTA

Era uma vez...Num lugar não muito distante, um garoto chamado Pedrinho...
Esta é a história de Pedro,
Um menino muito travesso.
E de como ele aprendeu a gostar,
Embora não fosse assim no começo,
Dos animais e seus filhotes,
E com amor, a todos tratar.

Quem lhe ensinou tal lição,
Foi Maricota, a galinha.
Se quiser saber mais então,
Leia este livro, linha por linha,
Pequeno, mas feito "de coração".

Ilustrações de Márcia Cattoi, artista plástica e visual formada pela UFSM- RS.

domingo, 18 de julho de 2010

Amigos da poesia e da Cultura

Já ouvi várias vezes o poeta JB interpretar os versos de Cruz e Sousa, poeta simbolista maior do Desterro e igual aos melhores do Brasil. Recentemente, numa reunião da Academia de Letras de Palhoça, mais uma vez o poeta estava lá. Outro dia, nos encontramos na Biblioteca Pública de Santa Catarina e registramos em fotos.
Na foto dos amigos da Biblioteca Pública, JB e yo, ladeados por Valdir Walendowsky, Secretário de Estado de Turismo Cultura e Esporte de Santa Catarina e Antônio Ubiratan de Alencastro, Presidente da Fundação Catarinense de Cultura.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SOL & LUA - ECLIPSE NO ENCONTRO

Ao longo da história o homem associou a imagem do sol como o símbolo supremo da divindade.
O sol, “invicto” dos romanos, Apolo, o Helio dos gregos, Amon e Aton dos egípcios, que serviu de símbolo mais vivo na religião de Akenaton, no Novo Império Egípcio.
Ergue-se acima de tudo, dos palácios e templos e de todas as simbologias de poder do homem.
É fonte da vida e de toda a ordem do nosso sistema solar.
Renova-se a cada dia, "morre" no oeste e tem, ao leste, a "ressurreição"
Representa o masculino.

Já a Lua, é um símbolo quase universal de feminilidade, passividade, fertilidade, periodicidade e renovação.
Hoje, quem observava do sul do Continente Amaricano, pode ver o encontro... Em El Calafate, na Patagônia argentina, foi um dos lugares onde se pode observar o eclipse total do sol.
É lua cheia sempre no encontro com o sol...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Adultos influenciam crianças?

Vídeo sobre o exemplo que os pais podem passar para os filhos.Clique no PLAY abaixo e veja.
video

Oráculo do Polvo?


Ao longo da história homens e mulheres buscam desvendar o amanhã, interpretando sinais nos sonhos, uma leitura do futuro, premonições no presente.
Agora o futebol revela um animal irracional, sob supervisão e invenção humana que é o maior sucesso na mídia.
Pois dizem que o polvo adivinhão, até agora, escolheu sempre o time vencedor quando foi pegar alimento num dos recipientes onde são sinalizados com a bandeira dos times.
Grande lance de marketing humano!

sábado, 3 de julho de 2010

Fim da era Dunga? *


É o fim da Era Dunga.

A frase acima enfeitou os cabeçalhos dos principais jornais do país há exatos 20 anos, quando a Seleção Brasileira, capitaneada por Dunga, foi eliminada da Copa da Itália pela Argentina de Maradona e Canniggia. Hoje, os mesmos jornais podem ostentar a mesma manchete. Porque, ontem, a Seleção Brasileira, treinada por Dunga, foi batida pela holandesa por 2 a 1, em Port Elizabeth, e ficou de fora das semifinais da Copa da África.

Antes da Copa, Dunga havia ressaltado que, perdendo ou ganhando, o faria de acordo com suas ideias. E foi isso mesmo que aconteceu. Dunga perdeu de acordo com suas ideias e por causa delas.

As ideias de Dunga derrotaram a Seleção no particular e no geral. O particular tem nome, sobrenome e número nas costas: Felipe Mello, o 5, o chamado “Dunga de Dunga”.

Ontem, Felipe Mello foi o personagem do jogo em todas as instâncias. A primeira delas, positiva: aos 10 minutos do primeiro tempo, ele deu um lançamento de Zico pelo meio da defesa da Holanda. A bola viajou rente à grama, rasgando a intermediária na direção do pé direito de Robinho, que se deslocava em diagonal. Robinho bateu de primeira, bem ao se estilo: 1 a 0 para o Brasil.

Seria o ponto alto de um primeiro tempo quase perfeito. Aqueles 45 minutos foram os melhores da Seleção em solo africano. Verdade que a Holanda ajudou postando sua zaga ingenuamente em linha, mas o time brasileiro jogou com consciência, sem pressa como sempre e sendo agudo como nunca. Maicon assomava com perigo das sombras do campo de defesa, Robinho, Daniel Alves e Kaká se deslocavam sem parar e envolviam os holandeses, o Brasil poderia ter até ampliado o marcador antes de descer para o vestiário. Se houve um lance para simbolizar esse primeiro tempo coruscante ele ocorreu aos 45 minutos: Robben recebeu a bola pela direita num contra-ataque, ingressou na área e, quando levantou a cabeça para decidir o que faria, foi acossado por quatro jogadores brasileiros que saltaram sobre ele como guepardos e tomaram-lhe a bola.

O Brasil sabia o que queria e o que devia fazer para obtê-lo.

Então terminou o primeiro tempo.

Depois de 16 minutos de intervalo, tudo foi diferente.

A Holanda voltou a campo como se fosse o velho Carrossel, e o Brasil voltou a campo como se fosse o Brasil da estreia contra a Coreia. Aos sete minutos, a pressão da Holanda deu o primeiro resultado: numa cobrança de falta de Sneijder, Felipe Mello cabeceou para trás e marcou o primeiro gol contra do Brasil em uma Copa do Mundo.

Aí ficou exposto o erro de Dunga “no geral”. O erro de estratégia. Porque esta Seleção havia sido armada para jogar na hesitação do adversário, jogar com paciência, confiando no poder do seu sistema defensivo, esperando que o inimigo falhasse para então marcar. Mas o que fazer contra um inimigo que não falhava, e mais: contra um inimigo que se igualara no marcador e continuava atacando?

Na sua curta entrevista coletiva após o jogo, Dunga não reconheceu esse erro. Disse que “ninguém prepara um time para perder, e sim para ganhar”. Só que o time do Brasil não estava preparado para ganhar a partir de uma situação adversa.

Foi o que ocorreu no segundo tempo. O segundo tempo, para o Brasil, foi todo adverso. A Holanda trocava passes com rapidez e competência, baseada, sobretudo, na habilidade de Sneijder, escolhido pela Fifa o melhor em campo, e De Jong, um meio-campista que deve orgulhar seu conterrâneo Cruyff. Esses dois, muito mais do que a estrela Robben, deixaram tontos os volantes brasileiros.

Nas arquibancadas, a torcida holandesa, em evidente maioria, como que sentia a evolução de sua seleção e cantava coros acima das vuvuzelas. Aos 22 minutos, um escanteio foi cobrado da direita, Kuyt cabeceou para trás e Sneijder testou para dentro do gol brasileiro: 2 a 0.

Se já era difícil para o Brasil durante o empate, agora a impressão era de que a tragédia estava completa. Não estava. Aos 28, Felipe Mello fincou as travas da chuteira na perna de Robben e conseguiu o que vinha tentando desde o começo da Copa: foi expulso.

O resto do jogo ficou fácil para a Holanda. No fim, os holandeses brincavam com a festejada defesa brasileira, entrando livres na área como se aquilo fosse futebol de praia, não uma Copa do Mundo. Só não fizeram o terceiro por deboche. Uma pequena humilhação para a Seleção Brasileira.

Os jogadores do Brasil não desceram, rastejaram de volta para o vestiário. De lá só saíram depois de uma hora e cinco minutos de choro convulsivo.

- Eles não param mais de chorar - contou o assessor Rodrigo Paiva.

- Diferente de 2006, Rodrigo? - perguntou um jornalista.

- Nem comparação!

Em sua coletiva, Dunga ressaltou esse sentimento dos jogadores.

- É só olhar para eles para ver como estão abalados - disse.

Dunga, ao contrário, mostrou-se em paz. Não culpou ninguém, nem Felipe Mello. Revelou que não continuará na Seleção. Garantiu não saber qual será seu futuro no futebol. Disse tudo isso com calma, quase leveza. Dunga já sofreu derrotas piores. A mais dolorida delas justamente há 20 anos, quando os jornais noticiaram que a era que levava seu nome havia chegado ao fim.

Não havia.

Quatro anos depois, como se sabe, Dunga levantou a taça nos Estados Unidos. Uma nova Era Dunga, portanto, nunca é impossível.
*(Texto de David Coimbra, extraido do Jornal ZH)