quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Passado, Presente, Futuro

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

domingo, 26 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Eleições 2010 - Recebi de um Teólogo - Reproduzo exatamente conforme recebi

"Aqui vai um artigo indignado contra a guerra que a impensa comercial esta dirigindo contra Lula/Dilma.
Não substitui o artigo semanal e pode ser reproduzido livremente.
Um abraçao bem fraterno
Lboff
A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma - Leonardo Boff*
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra."

Música e teatro no sétimo aniversário do Museu do Lixo

Com muita alegria, fui convidado para participar do sétimo aniversário do Museu do Lixo.

(Julião Goulart entrega seu livro Aprendendo com os animais, impresso em papel reciclado, ao representante da Comcap, Bruno Vieira Luiz (foto/divulgação:Adriana Baldissarelli)

Como era aniversário e, seguindo a tradição, levei um dos meus livros de presente, que foi impresso em papel reciclado (ecográfico), num profundo respeito pela natureza.

Contei histórias, inauguramos a Rádio do Museu.

(Grupo Os 3Rs em clique com Valdinei Marques (foto/divulgação:Adriana Baldissarelli)

(Julião Goulart com Valdinei Marques e Ricardinho Conceição (foto/divulgação:Adriana Baldissarelli)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Performace - Teatro

Atores e atrizes, diretores e estudantes de teatro sabem bem o significado da palavra performace ( o corpo é o palco ).
Ao retornar da UDESC, onde apresentamos o espetáculo "O Contador de histórias e a árvore dos sapatos", li na internet matéria que reproduzo e cito a fonte. Gostei da matéria e parabéns para o ator!

"Estudante de Artes Cênicas é detido após fazer performance pelado em evento artístico na UFSC
Seguranças do campus retiraram o rapaz de cena por considerar o ato obsceno
Adriana Maria adriana.fernandes@diario.com.br

Um estudante de Artes Cênicas foi detido no início da tarde desta quarta-feira após fazer uma performance nu em frente ao restaurante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Os seguranças do Campus retiraram Roberto Chaves de cena por considerar o ato obsceno e o levaram para a 5ª DP, no bairro Trindade. Ele vai responder a um termo circunstanciado e deve comparecer à audiência do juizado especial criminal no dia 11 de outubro.

Depois de cerca de quatro horas, ao som da escaleta e o burburinho dos colegas que esperavam em frente à delegacia, o estudante foi liberado, desta vez vestido, com uma bandeira do Brasil nas costas.

Tranquilo, o estudante disse que não houve agressão física por parte dos seguranças, mas teve violência verbal. Segundo ele, o centro da peça não era a nudez, mas a discussão da noção de brasilidade, uma referência à antropofagia oswaldiana (movimento modernista da década de 1920 que propôs a 'descolonização' da cultura brasileira).

— O nu é milenar, é natural. É preciso rever a constituição e discutir um projeto de lei para que as pessoas possam se expressar-se livremente — completa.

A encenação faz parte da programação da Semana Ousada de Arte, uma parceria da UFSC e Universidade do Estado de Santa Catarina( UDESC).

Liberdade de expressão

A ideia também é defendida por Maria de Lourdes Borges, Secretaria de cultura e Arte da UFSC e coordenadora da Semana Ousada de Arte:

— A nudez é absolutamente natural na vida e na arte, mas continua um grande tabu. A performance tinha proposta de ser provocativa, mas foi considera excessiva. Levar o estudante para a delegacia foi uma ação equivocada, que fere a liberdade de expressão. Eles não poderiam ter tomado esta atitude sem acionar a coordenação do curso —afirma.

Para o professor de performance Rodrigo Garcez, os seguranças e a universidade não estavam preparados para a ousadia, mesmo tendo duas disciplinas de performance na grade curricular.

Mesmo a contragosto, até os seguranças fizeram parte da intervenção artística, ao receberam flores quando abordaram o estudante. Após receber uma ligação avisando que havia "uma pessoa circulando sem roupa", eles foram até o local e pediram para o rapaz se vestir. Ele teria se enrolado em uma bandeira do Brasil, mas poucos minutos depois, ficou pelado novamente.

— Não sabíamos do conteúdo da peça. Se a universidade tivesse informado que teria algum tipo de contravenção, teríamos proibido a ação. Os professores não deveriam deixar seus alunos expostos ao ridículo. Todos devem saber o que está na constituição e respeitá-la — finalizou Douglas Dilli, chefe de segurança da UFSC.

Roberto Chaves diz que é preciso rever legislação para que haja mais liberdade de expressão
Foto:Daniel Conzi
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Meu poeminha da segunda-feira

Faço um poema por dia
Nas estradas, passeios,calçamentos,
Construo versos materializando ideias
Reviso-me, vigiando pensamentos
que vagueiam inquietos como eu.

domingo, 19 de setembro de 2010

Contador de histórias no Tribunal de Justiça de SC

Em comemoração ao Mês do Folclore, o Museu do Judiciário Catarinense, a Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça (ASTJ) e a Assessoria de Relações Públicas programaram diversas atividades, uma delas foi contar histórias para um grupo de crianças carentes do ensino fundamental, mantido pela ONG Engevix.

“O presidente do TJ, desembargador José Trindade dos Santos, prestigiou o evento e ouviu as minhas histórias junto com outros convidados.

Depois ouvimos histórias contadas por algumas crianças que convidei para falar aos adultos. Elas aceitaram o desafio e deram um colorido muito especial.

“É muito importante proporcionar a acessibilidade da Justiça ao povo. É necessário que o Tribunal de Justiça se interesse por iniciativas que levem a cultura à população”, disse Trindade dos Santos. O contador de histórias Julião Goulart achou a ideia excelente: “É uma oportunidade para que as crianças carentes possam conhecer esse ambiente de Justiça.”
(matéria do Jornal On line do TJSC)
• Fotos: Bruna Correa/Assessoria de Imprensa do TJSC

Citação em Tese de Doutorado em SP

Meu próximo livro já tem data de lançamento. Será no dia 16 de outubro nas Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping - Florianópolis - SC.
Tudo começou com o livro "Aprendendo com os animais" EST - Edições Porto Alegre, que depois foi citado numa Tese de Doutorado em São Paulo:
TESE DE DOUTORADO - UNESP PRÁTICAS DISCURSIVAS DE SUBJETIVAÇÃO EM CONTEXTO ESCOLAR
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa, da Faculdade de Ciências e Letras, da Universidade Estadual Paulista - UNESP, Campus de Araraquara, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Lingüística para Maria de Lourdes Faria dos Santos Paniago.
Logo os leitores pediram a 3a Edição.

http://juliaogoulart.blogspot.com/search/label/Publica%C3%A7%C3%B5es

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Teatro - Era uma vez no Pântano do Gatos

Era uma vez no Pântano do Gatos
De Marina Carr, uma peça que volta na UFSC depois de uma bem sucedida temporada. Já assisti e recomendo. Imagine ...uma festa de casamento onde a mãe do noivo também vai vestida de noiva...!
Dias 23, 24, 25 e 26 de Setembro, 21.00
Teatro da UFSC
Tradução : Alinne Fernandes (Queen´s University Belfast, Santander Universities Network)
Direção : Carmen Fossari

Uma rara oportunidade do público de Florianópolis e estudantes de Teatro conhecerem a Dramaturgia da escritora Irlandesa mais influente da Irlanda Contemporânea Marina Carr.

Nos dias 23,24,25 e 26 de Setembro às 21.00, no Teatro da UFSC será apresentada a peça: Era um vez, no Pântano dos Gatos.

A concepção da direção ambientou a peça, num clima que evoca um pântano, usando para tanto vários recursos a saber:
Iluminação indireta ao meio do público, clima com efeitos de um fog entre platéia e palco, figurino todo ao clima Vintage. Inserção de vídeos e um Coro que realiza a sonoplastia ao vivo.
O inusitado deste trabalho cênico está no fato de que a partir do corpo
e voz dos atores são recriados sons da natureza ao mesmo tempo que os corpos adquirem texturas cenográficas, da natureza vegetal encontrada nos Pântanos.
Todo trabalho vocal está a cargo da Professora de Técnica Vocal da Oficina Permanente de Teatro a música e compositora do Cravo da Terra Ive Luna, o trabalho corporal é coordenado pela atriz e bailarina Mariana Lapolli, que recém interpretou a personagem Irmã Celeste, filha de Galileu Galilei, na peça AS LUAS DE GALILEU GALILEI. O ator Nei Perin que interpretou Galileu integra o CORO CORPO VOZ.

O TEXTO:

O terceiro de uma Trilogia de Marina Carr aborda a temática de uma mulher a Ester Cisnéia, origem cigana, que vive num Pântano ao momento em que seu ex companheiro, o Cartageno, a abandona e está se casando com uma noiva mais jovem e rica Caroline, filha do proprietário das terras adjacentes ao Pântano, Xavier Cassidy.
Ester Cisnéia vive a margem de todos os afetos, reproduzindo o clima trágico de Medéia, embora o texto contemporâneo traga elementos do realismo fantástico, mesclados com personagens absurdamente histriônicos como a Sogra Mattanora, que vai ao casamento do filho Cartageno, vestida de noiva.
A autora em sua primeira fase seguiu a linha do teatro de Samuel Beckett, do Teatro do Absurdo, mas foi na linha do Realismo Fantástico que obteve pleno êxito com sua dramaturgia.

ELENCO:

Alê Borges – XAVIER CASSIDY
Ana Paula Lemos Souza - ESTER CISNÉIA
Antonieta Mercês - DONA MATTANORA
Cristiano Mello –AQUELE QUE ESPREITA ALMAS
Neusa Borges- MULHER GATO
Douglas Maçaneiro -CARTAGENO MATTANORA
Flora Moritz -JOSIANE MATTANORA
Simão Grubber- PADRE WILLOW
Marcia Cattoi – CAROLINE CASSIDY, A NOIVA
Marlon Casarotto - GARÇOM
Nathan Carvalho- GARÇOM
Roberto Moura – O FANTASMA DE JOSÉ CISNÉIA
Lechuza Kinski -MONICA MURRAY -A VIZINHA

CORO CORPO VOZ: Mariana Lapolli, Nei Perin, Bruno Leite, Muriel Martins, Rubia Medeiros, Silmara Grubber, Vanessa Grubber e Adenilse Venturieri

TÉCNICA:
Trabalho de Voz: IVE LUNA
Trabalho Corporal : MARIANA LAPOLLI
Professores da OPT: Augusto SOPRAN , ALEXANDRE PASSOS , SÉRGIO BESSA , IVE LUNA e CARMEN FOSSARI.
Operador de Imagens: IVANA FOSSARI
Luz, Figurino: CALU
Efeitos:O GRUPO
Pesquisa Musical: SÉRGIO BESSA
Estagiário Assistente de Direção: Marlon Casarotto
Fotografia: Alinne Fernandes, Israel e Carmen Fossari

DIREÇÃO GERAL: CARMEN FOSSARI
Produção : PESQUISA TEATRO NOVO
Apoio: DAC-SECARTE
SEMANA DE ARTE OUSADA-UFSC-UDESC-2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cinema - Desafio de escrever roteiros

Escrever roteiros para cinema, visando à produção de um curta ou longa-metragem, exige do roteirista múltiplas habilidades de compor imagens, cuidar de cada detalhe, sugerir tomadas em segundo plano, áudio, fotografia, luzes, tudo no set de gravações é inserido para compor signos e símbolos que se integram para quem assiste.
Há uma corrente de pensamento entre cineastas de que o roteirista só escreve, e que cabe aos profissionais envolvidos em áreas específicas da produção fazer cada um, a sua parte.
No curta-metragem experimental "Viajante ou peregrino?" não aconteceu assim. Tudo foi responsabilidade do Diretor e decidido no set de filmagem, embora houvesse um roteiro indicativo para ser seguido. O objetivo era pedagógico, de marcar tempos, cenários, levantamento das dificuldades, ensaios e testes em campo para uma futura produção com equipamentos midiáticos profissionais.
E como lidar com a subjetividade? Se o bosque escuro proposto pelo diretor, cheio de perigos e ruídos, que disparam adrenalina no set de filmagens, se apresentar com outra forma para quem assistir depois o filme?
Cada ser humano tem na imaginação a sua floresta escura e assustadora particular, somatório de suas experiências, raízes culturais e diálogos internos com seus medos.
Penso que há uma linguagem universal no cinema, a exemplo da música, sorriso, matemática e a linguagem do amor.
Recentemente, quando dirigia o curta-metragem “Viajante ou peregrino, de Plaza Produções – Florianópolis - 2010, o desafio era transformar poemas em imagens, sem escrevê-los em legendas ou recitado por alguém do elenco de atores. Só com imagens e com sons da natureza!
Como fazê-lo, pensei?
Não gosto de “contar o filme” antes, como dizem, para quem ainda não o assistiu. Mas, como poeta, devo confessar que coloquei nas imagens do curta-metragem “Viajante ou Peregrino?”, que será exibido em breve na Universidade Estadual e Santa Catarina e em outros palcos, versos de Mário Quintana e de João Cabral de Melo Neto.
Haverá espaços múltiplos de discussão sobre o assunto.
BREVE: Viajante ou peregrino? (curta-metragem 13 minutos):
Com Fernando de Azevedo
Bernardo Pires
Márcia Cattoi
Bruno Mützenberg
Leonardo Rosa
Produção de Plaza Produções - Florianópolis
Roteiro e Direção de Julião Goulart
video

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Rádio Cultura AM 1110 Khz


Cultura AM 1110 - Mais Feliz com JESUS
Liderança ABSOLUTA

Pesquisa realizada pelo Instituto MAPA em toda a Arquidiocese (30 municípios), mostra que quase metade do público de rádio religiosa ouve a rádio Cultura.
A Pergunta foi: Qual o nome da Radio Religiosa que você ouve?
47% das pessoas respondeu "Radio Cultura", se considerarmos mais 1% que respondeu "Rádio Divino Oleiro" e mais 1% que respondeu "Rádio Milícia Sat" (ambas são Rádio Cultura), então chegamos a incrível marca de 49%.
A Pesquisa ouviu o público de radio religiosa, não importando a religião, sendo assim, nossa emissora se torna Líder absoluta na audiência em relação a todas as rádios inclusive as de outras denominações.

Isto é motivo de alegria para toda a família "Mais Feliz com Jesus". Louvemos a Deus, o Divino Oleiro, por tudo o que Ele realiza em nossas vidas por meio de suas "Mãos".

Deus abençoe a todas as pessoas que colaboram para que mantenhamos no ar, essa emissora que faz tanto bem ao povo de DEUS!



Autoria dessa matéria:
Sedemir
Gerente Administrativo
Rádio Cultura AM 1110 - "Mais Feliz com Jesus"
Rua: Pe. Schrader, 01 – Agronômica – Florianópolis – SC – CEP 88025-090
48) 3201-1110 (48) 3201-1110 / 3224-6476 / 3228-4950 / 3228-2984
www.divinooleiro.com.br
e-mail: radiocultura1110am@hotmail.com
www.twitter.com/am1110
www.radioculturafloripa.blogspot.com

Poema de hoje (segunda-feira)

Deve ser novo e conter alegria
Trazer esperança,
Na força do novo dia
E ser leve como a dança.

Um poema deve ser do jeito
Que o coração humano vibre
Por isso tem que partir do peito
E respeitar o pensamento livre

Quando a alma de um poeta pede passagem
Transforma o cotidiano em sacramento
Desafia a razão com sua mensagem
Valoriza a emoção e o sentimento.

domingo, 5 de setembro de 2010

No palco do teatro lembrei de um poema

Eu estava no palco encenando o contador de histórias, falava da vaidade do lago, da humildade de Górdio e das conquistas de Alexandre da Macedônia. Um ator, representando a morte, passa no palco, silenciosamente, ao fundo, carregando uma foice...

Lembrei dos versos de um poeta espanhol Juan Ramón Jiménez (1881-1958). Quase os recitei, mudando o roteiro. Pensei, têm tudo a ver! Cada vez mais o mundo necessita da intervenção dos poetas.

A viagem definitiva - Tradução de Manuel Bandeira (1886-1968)

Ir-me-ei embora. E ficarão os pássaros
Cantando.
E ficará o meu jardim com sua árvore verde
E o seu poço branco.

Todas as tardes o céu será azul e plácido,
E tocarão, como esta tarde estão tocando,
Os sinos do campanário.

Morrerão os que me amaram
E a aldeia se renovará todos os anos.
E longe do bulício distinto, surdo, raro
Do domingo acabado,
Da diligência das cinco, das sestas do banho,
No recanto secreto de meu jardim florido e caiado
Meu espírito de hoje errará nostálgico...
E ir-me-ei embora, e serei outro, sem lar, sem árvore
Verde, sem poço branco,
Sem céu azul e plácido...
E os pássaros ficarão cantando.