quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dia 13 de Junho - Dia de Santo Antônio - Do folclore popular: Casamenteiro e das coisas perdidas.

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Era uma vez... 

Na Itália, 1221, um barco, voltando da África, naufraga na costa da Sicília. Entre os sobreviventes está Leonardo Fibonacci, comerciante de Pisa e famoso matemático por ter trazido para a Itália os algarismos arábicos e Antônio, Frei franciscano. 
No naufrágio Fibonacci salva Antônio do afogamento. Sinopse do filme "Antônio, guerreiro de Deus" (Antonio, guerriero di Dio) 2006 - Itália

Roteiro e Direção: Antonello Belluco, Sandro Cecca, Música: Pino Donaggio,
Fotografia de Gino Sgreva, que conta um pouco da vida do santo mais popular da história, canonizado apenas 11 meses após sua morte.

Para o dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, compus uma música contendo um pouco da história de um dos maiores intelectuais nascidos em Portugal, reconhecido por diversas culturas, independente de religião. Antônio de Pádua (1195-1231), é um dos 33 Doutores da Igreja.
Na mídia há o encontro de elementos matemáticos sonoros e visuais de Fibonacci com a história do Frei franciscano.
Música e letra: Antônio do Lírio e do Menino, de Julião Goulart. 
Arranjo musical: Maestro Luca Lca.
Produção: Julião Goulart

domingo, 8 de junho de 2014

Quando reclamamos, perdemos a oportunidade de ouvir...


 Lucimar* era uma pessoa que sempre carregava seu guarda-chuva e demais apetrechos de proteção de chuvas. Estranhamente, por onde andasse, havia raios e trovoadas.

Lucimar era uma pessoa que os amigos gostavam de ouvir mas, onde estivesse, a chuva também se fazia presente e alguns amigos, por essa razão se afastavam.

Um amigo mandou Lucimar consultar a meteorologia antes de sair de casa. Outro que se mudasse para um lugar com estiagem prolongada para tomar um pouco de sol. Nada alcançava o resultado, até que um dia, Lucimar encontrou um velho andarilho que lhe falou, olhando nos olhos:

- Por favor, fique longe de mim!


- Não estou lhe entendendo, o senhor pode me explicar por que? - Perguntou  Lucimar.

- É que percebi  que onde você anda há chuvas e trovoadas. Você carrega uma nuvem de chuva é tempestade sobre a cabeça!...

Lucimar parou, olhou-se, olhou para o outro, e, num lance de descoberta pessoal, sentiu o sol bater na sua face.

Desde aquele dia Lucimar voltou-se para olhar a beleza da vida, na chuva, no sol, nas pessoas.

E cambiou seu comportamento de falante, para ouvinte...

 

* Nome comum a homens e mulheres...

(Historinha que criei ao ouvir a chuva bater na minha janela)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

SAWABONA - O Poder do Elogio


Há uma "tribo" africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.



A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom".

Sawabona Shikoba!
SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
"Então, eu existo pra você"

terça-feira, 3 de junho de 2014

Reconhecer o valor e o esforço


Um jovem foi se candidatar a um alto cargo em uma grande empresa . Passou na entrevista inicial e estava indo ao encontro do diretor para a entrevista final. O diretor viu seu CV, era excelente. E perguntou-lhe:
- Você recebeu alguma bolsa na escola? - o jovem respondeu - Não.
- Foi o seu pai que pagou pela sua educação?
- Sim - respondeu ele.
- Onde é que seu pai trabalha?
- Meu pai faz trabalhos de serralheria.

O diretor pediu ao jovem para mostrar suas mãos.
O jovem mostrou um par de mãos suaves e perfeitas.

- Você já ajudou seu pai no seu trabalho?
- Nunca, meus pais sempre quiseram que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ele pode fazer essas tarefas melhor do que eu.

O Diretor lhe disse:
- Eu tenho um pedido: quando você for para casa hoje, vá e lave as mãos de seu pai. E venha me ver amanhã de manhã.

O jovem sentiu que a sua chance de conseguir o trabalho era alta!

Quando voltou para casa, ele pediu a seu pai para deixá-lo lavar suas mãos.
Seu pai se sentiu estranho, feliz, mas com uma mistura de sentimentos e mostrou as mãos para o filho. O rapaz lavou as mãos de seu pai lentamente. Foi a primeira vez que ele percebeu que as mãos de seu pai estavam enrugadas e tinham muitas cicatrizes. Algumas contusões eram tão dolorosas que sua pele se arrepiou quando ele a tocou.
Esta foi a primeira vez que o rapaz se deu conta do significado deste par de mãos trabalhando todos os dias para pagar seus estudos. As contusões nas mãos eram o preço que seu pai teve que pagar por sua educação, suas atividades escolares e seu futuro.
Depois de limpar as mãos de seu pai, o jovem ficou em silêncio organizando e limpando a oficina do pai. Naquela noite, pai e filho conversaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi encontra-se com o Diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do moço quando ele perguntou:
- Você pode me dizer o que você fez e aprendeu ontem em sua casa?
O rapaz respondeu:
- Lavei as mãos de meu pai e também terminei de limpar e organizar sua oficina. Agora eu sei o que é valorizar, reconhecer. Sem meus pais, eu não seria quem eu sou hoje... Por ajudar o meu pai agora eu percebo o quão difícil e duro é para conseguir fazer algo sozinho. Aprendi a apreciar a importância e o valor de ajudar a família.

O diretor disse:
- Isso é o que eu procuro no meu pessoal. Quero contratar uma pessoa que possa apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conhece os sofrimentos dos outros para fazer as coisas, e que não coloca o dinheiro como seu único objetivo na vida. Você está contratado.

Uma criança que tenha sido protegida e habitualmente dado a ela o que quer, desenvolve uma mentalidade de "Tenho direito" e sempre se coloca em primeiro lugar. Ignora os esforços de seus pais.
Se somos esse tipo de pais protetores, estamos realmente demonstrando amor ou estamos destruindo nossos filhos?
Você pode dar ao seu filho uma casa grande, boa comida, educação de ponta, uma televisão de tela grande... Mas quando você está lavando o chão ou pintando uma parede, por favor, o faça experimentar isso também . Depois de comer, que lave os pratos com seus irmãos e irmãs. Não é porque você não tem dinheiro para contratar alguém que faça isso; é porque você quer amar do jeito certo. Não importa o quão rico você é, você quer entender. Um dia, você vai ter cabelos brancos como a mãe ou o pai deste jovem.

O mais importante é que a criança aprenda a apreciar o esforço e ter a experiência da dificuldade, aprendendo a capacidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.



(Desconheço a autoria)