quarta-feira, 25 de abril de 2012

Viver cada segundo como se fosse o último



Na peça de teatro “O Contador de histórias e a árvore dos Sapatos”, roteiro que escrevi baseado num conto de Mia Couto, eu interpreto um velho sábio que pendurou sapatos numa árvore para alugar. Na vila ninguém usava sapatos, preferiam a grama macia e a areia tocando nos pés, uma alusão ao contato com a natureza. Contudo quando iam viajar pelo mundo precisavam de sapatos. Era só ir à árvore dos sapatos e calçar o mais adequado. Na volta tinha que relatar e contar por onde aqueles sapatos tinham andado. Era o aluguel: contar uma história. 




Nas fotos a alegria da vida e o momento que o contador de histórias contava os feitos de Alexandre da Macedônia diante da morte, ela – a morte, interpretada pelo ator Fernando de Azevedo, que passa pelo palco sem tocar em ninguém. 




A morte,é uma conselheira infalível que jamais nos dirá uma mentira, é uma certeza! 






Devemos viver intensamente cada segundo de vida como se fosse o último enquanto ela não nos tocar...



domingo, 22 de abril de 2012

Poema de Santa Teresa-Benedita da Cruz [Édith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa



Poesia: Paráfrase ao Salmo 45 

«O barco chegou imediatamente à terra para onde iam» *

Quando as tempestades rebentam
Tu és, Senhor, a nossa força.
Louvar-Te-emos, Deus de fortaleza,
Nosso constante refúgio.
Aguentamos firme junto de Ti,
Em Ti pondo toda a nossa confiança,
Seja a terra abalada,
Esteja o mar encapelando.


Podem as ondas altear e reventar
Podem as montanhas mover-se;
A alegria iluminar-nos-á,
A Cidade de Deus dá-Te graças,
Tens nela a Tua morada,
Preservas a sua santa paz.
E um poderoso rio protege
A sublime morada de Deus.


Agitam-se os povos, em loucura,
Desmorona-se o poder das nações,
Eis que Ele eleva a voz,
A terra ruge, estremecendo,
Mas o Senhor está connosco,
Deus, Senhor dos Exércitos,
Tu és para nós luz e salvação,
Nada temeremos.


Vinde todos, vinde contemplar
Os prodígios do Seu poder:
Todas as guerras se dissipam,
A corda do arco afrouxa.
Lançai no braseiro de fogo
O escudo e a arma de guerra.
Deus, o Senhor dos Exércitos,
Está connosco e socorre-nos na tribulação.

 * Evangelho segundo S. João 6,16-21.

Ao cair da tarde, os seus discípulos desceram até ao lago
e, subindo para um barco, foram atravessando o lago em direção a Cafarnaúm.
Já tinha escurecido e Jesus ainda não fora ter com eles. Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se.
Depois de terem remado mais ou menos uma légua, avistaram Jesus que se aproximava do barco, caminhando sobre o lago, e tiveram medo.
Mas Ele disse-lhes: «Sou Eu, não tenhais medo!»
Quiseram recebê-lo logo no barco, e o barco chegou imediatamente à terra para onde iam. 


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



sábado, 21 de abril de 2012

Bom ouvir os leitores, e responder.


Written by da Redação on 20 fevereiro 2009
Julião Ayrton
Aprendendo com os Animais: eu sou eu ou sou você?
il. Valdemir Gonçalves de Lima; Alexandre Schweickardt
EST Edições, 2004 (2ª ed.)
1ª ed. (2004)
128 pp.
ISBN 857517050-3
Dar livros a escritores pode ser às vezes um problema. Ganhei este, que de certo modo prometia. Realmente considero que há muita coisa a ser aprendida, através de vários animais, incluindo os Grandes Primatas Humanos (GPH), por mais descabido que isso pareça. Um tanto surpresa, um tanto alegre, fiz o que sempre faço quando tenho um livro nas mãos: folheei-o e escolhi uma frase a esmo.“Os cães, quando vão para a nossa cama, querem a nossa companhia. Já os gatos, quando vão para a nossa cama, querem a nossa cama!” (p.46).Das duas, uma: ou o Sr. Julião Ayrton nunca teve contato aproximado com gatos, ou ele preferiu disgressar em lugares-comuns. Porque dizer que o gato gosta da casa e o cachorro do dono é a coisa mais batida do planeta, e nem sempre correta.Em primeiro lugar, adoro cachorros. Deixo isso claro para ninguém vir com “ah, ela diz isso porque prefere gatos”. Convivo com cães e gatos (e jegues, galinhas, cabras, gansos…) desde que me conheço por gente.Tem vezes que cães vo para a nossa cama sem que estejamos lá. Até mesmo rosnam caso a gente apareça para perturbar sua siesta. Tive um poodle assim, por isso sei do que estou falando.Esse mesmo poodle atacou o joelho de um colega de escola, apenas porque eu o detestava, e ele sabia disso. Milu – o meu poodle mendigo, um rasta de picão – e eu éramos tão ligados que eu nem precisava dar a ordem; ele sentia a mesma animosidade.Cães são divertidos e elegantes, do mesmo modo como gatos são divertidos e elegantes. Tudo vai depender do temperamento do bicho e do temperamento do bicho do bicho – ou seja, o dono.Certamente não levo meu gato à praia – embora já tenha tentado -, e quando não tem bípedes que não voam por perto (os GPH), eu levo meu cachorro. Já que desde essa proliferação de “Proibido Animais na Praia” nem sempre é possível apreciar uma boa corrida canina atrás das gaivotas. Quando o assunto é passeio, acho mais seguro levar meu cão. Ele aceita melhor a guia e não tem problemas em ser conduzido.Quando o assunto é trabalhar acompanhado, eu certamente prefiro meu gato. Ele não fica ganindo e bufando, nem arranhando meu colo, ou babando na minha calça, ansioso por atenção. Meu gato deita e esquece do mundo, deixando-me trabalhar esquecida do mundo. Quando ele decide que já se passou um tempo considerável, acorda, boceja, espreguiça-se e agarra o fio do meu mouse. Se assim mesmo eu o ignorar, ele passa a ser mais agressivo, e passeia pelo teclado do meu laptop, arruinando meu texto. Prontamente, então, eu o obedeço, agarrando-o e levando-o ao prato de comida, de água, ou à porta – o que ele preferir. Normalmente, após a primeira assertiva, já o atendo na pegada do mouse.Tudo depende do vínculo que se cria entre os animais – neste caso, entre o GPH e o gato, ou o cão, ou outro animal em questão. Já falei sobre esta história do vínculo, e acredito mesmo nisso. Já conheci gatos indiferentes e conheço gatos companheiros, que estão pouco se lixando para a cama, e sim para quem está deitado nela. Do mesmo modo, já conheci cães escorregadios e cães altamente fiéis, assim como já conheci cães agressivos com seus donos – que mereciam a agressividade.É como o Machadão já dizia, desbundando semiótica, pelos idos de 1896: “As coisas têm o valor do aspecto, e o aspecto depende da retina”. Quem olhar o gato como um interesseiro mais preocupado com a casa do que com seu dono, terá um exatamente assim.
Por Luana von Linsingen (Escrivaninha)

Olá Senhora Luana.

Aproveito a oportunidade que a WEB nos concede para agradecer seus comentários sobre o meu livro “Aprendendo com os animais”. Já tive gatos e cães. Meus gatos morreram cedo. Um foi atropelado, gostava de sair nas noites, e o outro morreu por doença. Ainda tenho minha cadelinha Rebeca, que me motivou escrever o livro que você teve a gentileza de fazer um comentário. Rebeca está com 16 anos e requer mais cuidados que um gato velho. Gato têm 7 vidas, é mistério, foi divindade no Egito e cada animal tem a sua biologia na relação com o universo. Algumas interpretações são subjetivas, dependem das carências e dos nossos apegos.

Meus livros têm me oportunizado conhecer pessoas, seus trabalhos e, foi graças ao “Aprendendo com os animais” que conheço você, seus trabalhos nas escolas.
Sabe de uma coisa? Descobri que temos muitas coisas em comum, além de gostar de gatos: escolas, crianças e educação. Parabéns pelo seu trabalho.
Obrigado.

Julião Goulart Blog>>> http://www.juliaogoulart.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lições da natureza " APRENDENDO COM OS ANIMAIS"

Um pescador de caranguejos, quando ia à pesca tinha por hábito nunca tapar o balde em que colocava os caranguejos que ia apanhando. 
Isso intrigava todas as pessoas que estavam á sua volta.· 
Um belo dia alguém que o observava já algum tempo perguntou-lhe: 
- Desculpe, mas explique-me porque não tapa o balde dos caranguejos? Não tem medo que eles possam escapar? 
O pescador olhou para o indivíduo e muito calmamente respondeu: 

- Não é preciso... Quando um tenta subir, os outros imediatamente o puxam para baixo! 




Será que há alguma analogia com grupos de humanos?...