quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sabedoria popular e os bichos

Em baile de cobra, sapo não entra!
Mais perdido que gato que caiu de caminhão de mudanças.
Alegre como lambari de açude.
Mais enfeitado que cavalo de cigano.
Pássaros de mesma pena voam juntos.
Os paraquedistas sabem por que os pássaros cantam.
Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
De grão em grão, a galinha enche o papo.
Quieto como porco em batatal.
Quem menos pode é quem paga o bode.
Cão bom nunca ladra em falso.
Perdido é o gado que não tem pastor nem cão.
Cobra que quer morrer, procura a estrada.
De moita ruim sai por vezes bom coelho.
Todos têm na vida tempo de coruja e tempo de falcão.
Todos os tombos da enguia são para a água.
Quem tem filho de bigode, é gato.
Jacaré não entrou no céu porque tinha a boca grande.
Feliz como mosca em rolha de xarope.
Mais apressado que cavalo de carteiro.
Mais assustado que cachorro em canoa.
Baixo como vôo de marreca choca.
Cheio como corvo em carniça de vaca atolada.
Contrariado como gato a cabresto.
Dorme atirado que nem lagarto.
Mais enrolado que namoro de cobra.
Falso feito cobra engambelando sapo.
Sutil como gato que vai pegar passarinho.
Vivo como cavalo de contrabandista.
Cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.
Gato bom enterra a merda bem longe de casa.
Infeliz do rato que só conhece um buraco.
Tempestade no mar, gaivotas em terra.
Hóspede, depois de três dias, cheira a cavalo morto.
Elefantes e mulheres nunca se esquecem.


Extraído do  meu livro "Aprendendo com os animais" - EST Edições - Porto Alegre - 3a Edição


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