quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagões humanos e de energia elétrica

Apagão

Pensando bem, apagões acontecem diariamente.
blecaute por todos os lados. Blecautes da memória, da razão, dos sentimentos nobres e fraternos, das relações amorosas, paternas e até patrióticas.
São nos apagões que se manifestam os instintos selvagens dos animais, sejam eles racionais ou não.
Basta apagar a luz, sem que saibamos a razão, que pensamentos gatilhados pelo instinto de sobrevivência se manifestam através dos medos.
Ficamos em alerta, em guarda alta, buscando entender as causas. Outros ficam agressivos e deixam seus instintos primitivos comandar a razão.
Se a ocasião revela o ladrão, a escuridão revela o mau caráter, a violência e a falta de humanidade de algumas pessoas.Foi assim em 1977, quando às 20h37, após a queda de um raio em uma subestação no Rio Hudson, começou um apagão que se alastrou para diversos bairros.
O “blackout” de NY é lembrado até hoje como a "Noite do Terror". Bandidos, assaltantes e assassinos aproveitaram a escuridão para espalhar a violência por onde andavam.

No mais recente blecaute de energia elétrica, segundo a ONS, do dia 10 de novembro, atingindo 18 estados brasileiros, não foi diferente. Há notícias e registros de assaltos e roubos na escuridão.
Sem querer entrar na discussão de qual foi o maior apagão, do Fernando Henrique ou do Lula, a ciência não consegue garantir que não mais ocorrerão.
Mesmos os países com alta tecnologia não estão livres. Alguns blecautes significativos na história:
1) 1965 - EUA (nordeste)
2) 1977 - EUA -Nova York
3) 1999 - Brasil
4) 2003 - Itália e parte da Suíça
5) 2003 - Canadá e EUA
6) 2005 - Indonésia
7) 2009 – Brasil
Raios, sobrecargas e curtos circuitos continuarão fazendo parte da história, não só dos relacionamentos humanos bem como no fornecimento de energia elétrica para as cidades.

Um comentário:

  1. Os apagões humanos da energia nos lembram como as pessoas se tornam, algumas vezes, totalmente insensíveis à vida a ao mundo em que habitam. Esse desvio muitas pode ser reflexo do consumismo e insensiblidade das pessoas.

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