domingo, 9 de março de 2014

Pequeno resumo - Mais um livro de minhas pesquisas sobre Os Charruas.

Título: " El trágico fin de los indios Charrúas"
Relativo ao título. (Comunidade Indígena - História e registros da exterminação  executada no dia 11 de abril de 1831, até o retorno dos restos mortais do Cacique Vaimacá Perú, do Museu do Homem, em Paris, para o  Panteón Nacional De Los Héroes em Montevidéu - 2002)
Autora: Annie Houot, nasceu na França, Doutora em Literatura na Sorbonne, Antropóloga e Historiadora pela EN México. Atualmente vive em Montevidéu.

Alguns aspectos que o livro aborda e que chamaram a minha atenção durante a leitura.
A minuciosa investigação feita pela autora no livro é dividida em três partes:
1. "Un cacique Charrúa en Paris". Nova versão do reconhecido trabalho da autora
2."Ubicación de los domicilios de los indios charrúas en Francia", onde a autora relata quais foram os locais onde os 4 últimos charruas, que chegaram a Paris no dia 7 de maio de 1833, viveram no exílio, assim como os detalhes que se conhece a cerca de seus falecimentos.
Há um capítulo interessante sobre a história de Paris, que começa no ano 1000 A.C., quando os celtas, procedentes do Danúbio se estabeleceram na atual Bélgica e França. Não formavam uma tribo mas um mosaico de tribos. Os romanos souberam aproveitar as rivalidades entre elas para conquistar os territórios que depois chamaria de Galli. Estas tribos tinha em comum uma língua, deuses e druidas. Os romanos chamavam os celtas de "galli". A futura capital da França foi no princípio uma pequena cidade celta no local que hoje está a catedral de Notre Dame de Paris. O nome Paris se deve a tribo celta dos "Paristi" que se haviam instalados naquele lugar.
Os "Francs" nome que dá origem a França,  uma tribo germânica muito belicosa, que vence os romanos  em 486 D.C.
3. "SAARTJIE BAARTAMEN, LA VENUS HOTENTE". A terceira parte do livro conta a história de uma mulher negra, nascida na África do Sul em 1789, na época dominada pelos holandeses ela que foi levada para a Europa para ser exposta em casas de prostituição e depois em circos  e estudada como animal selvagem, pois sofria de  " Steatopigia - Hipertrofia dos Glúteos ", popularmente chamada de Bunda Grande.
Os restos mortais de Saartjie foram transladados para a sua terra natal na África em 9 de agosto de 2002 que é comemorado Dia da Mulher na África do Sul.
Sobre o assunto, recomendo o filme Vênus Negra que conta a história de Saartjie, no Trailer abaixo, na postagem seguinte.

Ainda há muito mistério a ser desvendado.

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