Pular para o conteúdo principal

O prazer e a alegria de um artista

Qual é o maior prazer de um artista?
Hoje, quando estava distribuindo folders de divulgação da peça Hamlet, que será encenada nos dias 13 e 14 de novembro, no teatro Pedro Ivo em Florianópolis, pensei com meus botões:
- Eu só queria escreve
r roteiros...
Mas, para escrever, quis saber mais sobre dramaturgia. Fiz cursos de iluminação em Universidades, oficina de roteiros com Tabajara Ruas, de teatro, GPTN na UFSC, Método Klauss Vianna, Cursos de Edição de Vídeo na UDESC. Curso de Operador de Áudio para Cinema,Técnica Vocal, coreografia oriental e muitos outros. Tudo para escrever roteiros com consciência de cada detalhe que ocorre por trás das câmeras ou das coxias.
Conheci o lado oculto das coxias, fui além do arco do proscênio, caminhei por túneis sob o palco ( como no TAC) entrei e saí de alçapões no palco, fui bilheteiro, porteiro, cenógrafo, narrador, ator e diretor de teatro e cinema. Viajei para fora do Brasil para participar de Festivais Internacionais.
Só hoje descobri que em cada atividade, há uma mística e que o prazer anímico da arte está no processo e na preparação para um grande espetáculo. Seja distribuindo panfletos ou atuando no palco diante do público.
Aprendi que construir e desconstruir cenários faz parte da vida não só do ator, que é
  comum do cotidiano de todos nós. Que as tragédias relatadas por Shakespeare, através do personagem Hamlet, estão presentes  em qualquer tempo ou geografia.

Distribuir panfletinhos para divulgar Hamlet talvez tenha sido o maior prazer ao olhar nos olhos das pessoas e contar um pouco da trágica história de Hamlet o príncipe da Dinamarca, que será encenada de forma inédita no Brasil, sob a direção de Carmen 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A árvore dos sapatos *

 A árvore dos sapatos
(Do livro Contador de História, Julião Goulart, Editora UFSC 2009, p.22)  História de Mia Couto que transformei em roteiro para  teatro  " O contador de histórias e a árvore dos sapatos" ,  peça que foi encenada em três temporadas, 2009,2010 e 2011, nos teatros da UBRO, UFSC, UDESC e TAC, recontada abaixo:
"Muito longe daqui, no Sul da África, não muito tempo atrás, vivia uma tribo que não usava sapatos. Pra quê sapatos? Se a areia era macia, a grama também. Mas às vezes as pessoas tinham que ir à cidade. Para resolver um assunto, um negócio de cartório, hospital, ou receber dinheiro ou até mesmo ir a uma festa. Aí eles precisavam de sapatos, e era um tal de pedir emprestado, que nunca dava certo. Foi aí que o velho mais velho da vila que, como tantas vezes acontece, era também o mais sábioresolveu o problema. Ele abriu uma tenda de aluguel de sapatos bem na entrada da vila. Instalou-se à sombra de uma grande árvore, e em seus galhos pendurou todo tipo d…

Lua cheia e a Lenda do Coelho

Ao sair para caminhar percebi a lua cheia no céu claro e iluminado por ela. Foi possível ver o perfil de um coelho que os orientais afirmam existir na lua cheia.

A Lenda do Coelho
Segundo a história budista, num certo dia um velho senhor pediu comida para um macaco, uma lontra, um chacal e um coelho.
O macaco colheu frutas e trouxe para o velho senhor, a lontra trouxe peixes e o chacal, um lagarto.
No entanto o coelho não trouxe nada, pois as ervas que constituem a sua alimentação não eram boas para os humanos. E então o coelho decidiu oferecer seu próprio corpo e se jogou no fogo.
Porém o corpo do coelho não se queimou, pois o senhor era uma divindade que observava tudo na terra.

E para as pessoas lembrarem do sacrifício do coelho, o homem desenhou a imagem do coelho na lua cheia. Diz a lenda que só os apaixonados pela vida conseguem ver o coelho, e que a lua cheia não é só dos poetas e daqueles que se entregam ao amor...

O homem que procurava a mulher perfeita para casar.

Era uma vez... O homem que procurava a mulher perfeita para casar.
Um homem solteiro, já de idade avançada, contava a um amigo a sua busca de uma mulher perfeita para casar. O amigo perguntou: - Então, você nunca pensou em casamento? - Já pensei. Em minha juventude, resolvi procurar e conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, nas minhas buscas, até que cheguei em Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e lindíssima, mas ela não tinha os “pés no chão” pois nada sabia das coisas do mundo. Continuei a viagem, e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era uma moça bonita. Então resolvi ir até o Cairo, lá no Egito, onde jantei na casa de uma moça muito bonita, religiosa e conhecedora da realidade material. Era a mulher perfeita! - E por que você não casou com ela? – perguntou seu amigo. Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito. (Extraído do meu livro Contador de História, p. 30 UFSC - 2008)