terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

“Você pode sair em férias, o seu intestino não!”

É assim a chamada publicitária de um comercial que circula na TV.

Era uma vez um país e um povo dócil, a maioria católica. Constantemente era bombardeado com mensagem de manipulação consumidora.
Para executar o plano das estruturas dominantes imposto pela sociedade de consumo, havia uma grande rede de televisão que se utilizava das técnicas e do conhecimento da ciência para servir, e ser servida.
Nela, um programa besteirol de “reality show”, faz muito sucesso e escraviza mentes de milhares de pessoas.
Cuidado, seu intestino, seu coração e nem seu cérebro podem sair em férias.
Pensar é liberdade. Não permita que alguém "pense" por você. Se isso acontecer, você já está morto e só esqueceu de deitar.
Contudo, é preciso reconhecer a competência dos diretores das grandes redes de televisão em comprar/escolherem as pessoas com talentos, mesmos recrutados na concorrência.
Os paradigmas são mutáveis (a etimologia da palavra já diz isso), a sociedade de consumo pensa no intestino “preguiçoso” como se ele fosse o grande vilão.
A visão dióptrica imposta pela sociedade de consumo esconde a luz da saúde e da razão e, na vida moderna, atinge o órgão visceral.
Mas a própria sociedade e o poder da comunicação para as massas usam o conhecimentos na busca das soluções para os problemas e efeitos colaterais de suas transações comerciais.
Para intestino preguiçoso (leia-se prejudicado pelos “fast foods”, inatividade física diante da TV, enlatados, pressa e estresse) tome as pílulas mágicas e cague feliz, com um sorriso e ouvindo a música suave do comercial que diz "para a sua prisão de ventre, tome as pílulas número tal ..."

Um comentário:

  1. Parabéns pelo post Julião. É sempre assim, a evolução midiática especificamente neste caso da TV, sempre estão nos tentando convencer de algo. Uma verdadeira a apologia de que o mundo virtual, televisivo, radiofônico tentam nos empurrar goela abaixo o que é de interesse deles e não nosso. Até que ponto isso é saudável?

    Um abraço do amigo Locutor Alexandre Souza.

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