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Mensagem para o dia de São Francisco de Assis, 04/10.

Eu, coçando a cabeça, e ela, se coçando e se lambendo.
Eu e minha CADELINHA, e repetindo dias e meses assim, e, quem não tem coceira (alergia), não pode imaginar atos inconscientes, ainda mais quando do outro. Darwin e Pavlov explicariam bem isso.
Os preconceitos estão por toda parte, na família, no condomínio, na rua, quarteirão e muito mais nas Igrejas. Pobre Jesus Cristo! Sempre leva a culpa. Cuidado com mediadores, manipuladores e outras dores...
Há um caminho seguro pra falar com Deus, aquele que escuta você, que não dá um discurso eloquente, que não julga, e nem se acha o proprietário da verdade.
Há sinais por todos os lados da maravilha de Deus, na natureza, nas estrelas, no sol que foi metaforizado como um Deus único nas religiões monoteístas.
Voltando para o assunto Rebeca, minha cachorra, cruza de Maltês com Poodle (vira-latas), ela estava sempre próxima, quase até pisava nela, distraído, quando abandonava meus escritos diante do computador, para tomar um ar e ver o mar.
Até que hoje, dia de São Francisco, de Assis, eu a acaricie enquanto ela se coçava.
Foi um momento de devolução de afetos. Muitas vezes as pessoas mais próximas de nós, que quase atrapalham o nosso caminhar, pedem carinho e atenção.
Seguindo a minha linha preferida da literatura “Aprendendo com os animais”, descobri que coçar alguém, dar carinho e atenção, acalma coceira até do coração.

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