Pular para o conteúdo principal

Mensagem para o dia de São Francisco de Assis, 04/10.

Eu, coçando a cabeça, e ela, se coçando e se lambendo.
Eu e minha CADELINHA, e repetindo dias e meses assim, e, quem não tem coceira (alergia), não pode imaginar atos inconscientes, ainda mais quando do outro. Darwin e Pavlov explicariam bem isso.
Os preconceitos estão por toda parte, na família, no condomínio, na rua, quarteirão e muito mais nas Igrejas. Pobre Jesus Cristo! Sempre leva a culpa. Cuidado com mediadores, manipuladores e outras dores...
Há um caminho seguro pra falar com Deus, aquele que escuta você, que não dá um discurso eloquente, que não julga, e nem se acha o proprietário da verdade.
Há sinais por todos os lados da maravilha de Deus, na natureza, nas estrelas, no sol que foi metaforizado como um Deus único nas religiões monoteístas.
Voltando para o assunto Rebeca, minha cachorra, cruza de Maltês com Poodle (vira-latas), ela estava sempre próxima, quase até pisava nela, distraído, quando abandonava meus escritos diante do computador, para tomar um ar e ver o mar.
Até que hoje, dia de São Francisco, de Assis, eu a acaricie enquanto ela se coçava.
Foi um momento de devolução de afetos. Muitas vezes as pessoas mais próximas de nós, que quase atrapalham o nosso caminhar, pedem carinho e atenção.
Seguindo a minha linha preferida da literatura “Aprendendo com os animais”, descobri que coçar alguém, dar carinho e atenção, acalma coceira até do coração.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A árvore dos sapatos *

 A árvore dos sapatos
(Do livro Contador de História, Julião Goulart, Editora UFSC 2009, p.22)  História de Mia Couto que transformei em roteiro para  teatro  " O contador de histórias e a árvore dos sapatos" ,  peça que foi encenada em três temporadas, 2009,2010 e 2011, nos teatros da UBRO, UFSC, UDESC e TAC, recontada abaixo:
"Muito longe daqui, no Sul da África, não muito tempo atrás, vivia uma tribo que não usava sapatos. Pra quê sapatos? Se a areia era macia, a grama também. Mas às vezes as pessoas tinham que ir à cidade. Para resolver um assunto, um negócio de cartório, hospital, ou receber dinheiro ou até mesmo ir a uma festa. Aí eles precisavam de sapatos, e era um tal de pedir emprestado, que nunca dava certo. Foi aí que o velho mais velho da vila que, como tantas vezes acontece, era também o mais sábioresolveu o problema. Ele abriu uma tenda de aluguel de sapatos bem na entrada da vila. Instalou-se à sombra de uma grande árvore, e em seus galhos pendurou todo tipo d…

O homem que procurava a mulher perfeita para casar.

Era uma vez... O homem que procurava a mulher perfeita para casar.
Um homem solteiro, já de idade avançada, contava a um amigo a sua busca de uma mulher perfeita para casar. O amigo perguntou: - Então, você nunca pensou em casamento? - Já pensei. Em minha juventude, resolvi procurar e conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, nas minhas buscas, até que cheguei em Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e lindíssima, mas ela não tinha os “pés no chão” pois nada sabia das coisas do mundo. Continuei a viagem, e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era uma moça bonita. Então resolvi ir até o Cairo, lá no Egito, onde jantei na casa de uma moça muito bonita, religiosa e conhecedora da realidade material. Era a mulher perfeita! - E por que você não casou com ela? – perguntou seu amigo. Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito. (Extraído do meu livro Contador de História, p. 30 UFSC - 2008)