Pular para o conteúdo principal

Oficina de Roteiro Cinematográfico em Florianópolis

O Projeto Agenda Cultural 2009 do Museu Victor Meirelles promoveu, nos dias 28 e 29 de setembro, a oficina “Três filmes, três roteiros”, com o diretor e roteirista Tabajara Ruas.


A atividade teve por objetivo oferecer os princípios básicos do roteiro cinematográfico e fornecer ao público a possibilidade de construção de suas próprias narrativas. A oficina foi ministrada em dois períodos vespertinos, com a seguinte programação:
1º período (28 de setembro).
1. A questão do roteiro
2. A poética de Aristóteles: conceitos de épico, lírico e dramático.
3. A composição do texto dramático: ação e conflito. Situações dramáticas. Composição dos atos.
4. A adaptação cinematográfica de "Netto perde sua alma".


2º período (29 de setembro)

1. Gêneros dramáticos: tragédia e melodrama, comédia e farsa.
2. Construção de personagens: arquétipos.
3. A escrita do roteiro de "Netto e o domador de cavalos".
4. O roteiro para documentário “Brizola".

Sobre o ministrante:


Tabajara Ruas (1942) é escritor, roteirista e cineasta. Cursou arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Entre 1971 e 1981 ficou exilado no Uruguai, no Chile, na Argentina, na Dinamarca, em São Tomé e Príncipe e em Portugal. Em 1999, co-redigiu com Beto Souza, roteirizou e produziu o longa-metragem “Neto perde sua alma”, baseado em seu livro homônimo.Entre 2002 e 2003 foi consultor especial da Rede Globo para a produção da minissérie “A casa das sete mulheres”. Em 2008, concluiu o seu segundo longa-metragem, “Netto e o domador de cavalos”.

Público presente: Atores, Diretores, Produtores. Escritores, Professores, Jornalistas, Psicanalistas. Estudantes de Cinema da Unisul e UFSC, Fotógrafos e Educadoras.
Durante a Oficina estudamos os principais Paradigmas do Cinema, na visão dos seguintes Roteiristas:
Syd Field, autor do “Manual do Roteiro”; Joseph Cambell, Antropólogo que estudou os Mitos entre várias culturas indígenas,autor do livro “O homem das mil faces” e Christopher Vogler , roteirista de Hollywood, que ficou famoso por ter escrito o "memorando The Writer's Journey: Mythic Structure For Writers" (A Jornada do Escritor: Estrutura Mítica para Roteiristas), como um guia interno para os roteiristas dos estúdios Walt Disney.
Aproveitei a oportunidade e escrevi o roteiro de um curta que espero produzir em breve.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A árvore dos sapatos *

 A árvore dos sapatos
(Do livro Contador de História, Julião Goulart, Editora UFSC 2009, p.22)  História de Mia Couto que transformei em roteiro para  teatro  " O contador de histórias e a árvore dos sapatos" ,  peça que foi encenada em três temporadas, 2009,2010 e 2011, nos teatros da UBRO, UFSC, UDESC e TAC, recontada abaixo:
"Muito longe daqui, no Sul da África, não muito tempo atrás, vivia uma tribo que não usava sapatos. Pra quê sapatos? Se a areia era macia, a grama também. Mas às vezes as pessoas tinham que ir à cidade. Para resolver um assunto, um negócio de cartório, hospital, ou receber dinheiro ou até mesmo ir a uma festa. Aí eles precisavam de sapatos, e era um tal de pedir emprestado, que nunca dava certo. Foi aí que o velho mais velho da vila que, como tantas vezes acontece, era também o mais sábioresolveu o problema. Ele abriu uma tenda de aluguel de sapatos bem na entrada da vila. Instalou-se à sombra de uma grande árvore, e em seus galhos pendurou todo tipo d…

O homem que procurava a mulher perfeita para casar.

Era uma vez... O homem que procurava a mulher perfeita para casar.
Um homem solteiro, já de idade avançada, contava a um amigo a sua busca de uma mulher perfeita para casar. O amigo perguntou: - Então, você nunca pensou em casamento? - Já pensei. Em minha juventude, resolvi procurar e conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, nas minhas buscas, até que cheguei em Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e lindíssima, mas ela não tinha os “pés no chão” pois nada sabia das coisas do mundo. Continuei a viagem, e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era uma moça bonita. Então resolvi ir até o Cairo, lá no Egito, onde jantei na casa de uma moça muito bonita, religiosa e conhecedora da realidade material. Era a mulher perfeita! - E por que você não casou com ela? – perguntou seu amigo. Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito. (Extraído do meu livro Contador de História, p. 30 UFSC - 2008)