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Paixão de Cristo, o teatro e o Pequeno Cirineu que entra em cena...

Ele não sabia que era encenação.  

Jesus Cristo - Poema hermeneuta *

Sempre haverá   Cristo, um segredo messiânico, um deserto para atravessar. Um burrico para levar no dorso a humildade de um sonhador na passagem E um   juiz,   que lava as mãos, e que se diz justo no julgar Que põe a culpa nas próprias leis, de qual se diz fiel cumpridor    E, para rimar com o autor, em aliteração, para não dizer não na compaixão: Sempre haverá uma mãe, peregrina, viajante, com o filho nos braços Que, mesmo com fome, mostra um sorriso de amor para acalentar. Sempre haverá o curioso homem que busca a cura e o conhecimento, Que, às vezes sem saber, presta serviço ao poder que domina e abomina. Que se entrega às paixões do próprios sentidos de uma triste sina...   * Em homenagem ao menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, Coroinha, Anjo e cheio de Santidade, assassinado em Três Passos - RS  

José de Anchieta

No quadro pintado pelo artista Benedito Calixto em 1920, é retratado o jesuíta José de Anchieta escrevendo o 'Poema à Virgem', enquanto era refém de indígenas no litoral brasileiro.                       (Foto: Divulgação/Museu de Anchieta) Alguém arrisca dizer por que   demorou tanto? Parece que o "delay" de 400 anos  foi o tempo para aguardar o restaurador Francisco nos surpreender positivamente outra vez.     Poema a Virgem - Padre José de Anchieta Escrito pelo Padre nas areias da Praia de Iperoig em Ubatuba.  Minha alma, por que tu te abandonas ao profundo sono?  Por que no pesado sono, tão fundo ressonas? Não te move à aflição dessa Mãe toda em pranto, Que a morte tão cruel do FILHO chora tanto? E cujas entranhas sofre e se consome de dor, Ao ver, ali presente, as chagas que ELE padece? Em qualquer parte que...

Era uma vez...

Mahatma Gandhi estava em   casa quando chegou uma mãe apressada, acompanhada do filho. - Por favor grande mestre, diga ao meu filho para não comer açúcar. Ele sofre de diabetes e quando saio de perto dele, ele corre direto para o açucareiro. - Explicou a mãe aflita. - Voltem aqui em uma semana. - Falou Gandhi, saindo do aposento . Uma semana depois lá estava a dupla diante de Gandhi que, afagando a criança com um toque paternal disse: - Menino,   pare de comer açúcar! Meses depois a mãe reencontra Gandhi numa feira e diz, feliz, que o seu filho tinha parado de comer açúcar e estava muito bem de saúde. Agradeceu e fez uma pergunta que há tempo lhe intrigava a   resposta: - Mestre, porque naquele dia que fomos até a sua casa o senhor   nos mandou retornar depois de uma semana ? Poderia dizer ao meu filho para ele parar de comer açúcar naquele dia mesmo. - É que até aquele dia, eu comia açúcar... - Respondeu Gandhi.

Espelhos literários

Livros são espelhos, cinema e teatro também. Nos identificamos com personagens descritos nos livros ou nos roteiros. Meu livro de releitura no momento é "O Homem Medíocre", um pequeno espelho oportuno. "Há filósofos que meditam durante longas noites insones, sábios que sacrificam a vida num laboratório, patriotas que morrem pela liberdade de seus concidadãos, altivos que renunciam a qualquer privilégio que tenham por preço a dignidade, mães que sofrem a miséria defendendo a honra de seus filhos. O homem medíocre ignora essas virtudes; limita-se a cumprir as leis por temor às penalidades que ameaçam quem as viola." (p.104) Sobre o autor: Pensador argentino, nascido no final do século XIX Um livro para nos inquietar...                                           Um...