Tu e eu, ao perdermos um ao outro, ambos perdemos. Eu, porque tu eras o que eu mais amava, tu, porque eu era quem te amava mais. Mas, entre nós dois, tu perdes mais do que eu. Porque eu poderei amar a outras como amei a ti. Mas a ti nunca ninguém jamais amará como eu te amei. Ernesto Cardenal, 1971 (Tradução de Paulo Sant'ana) Já recitei muitos versos do poeta e monge nicaragüense, em bares, encontros literários, reuniões de poetas e até nas caminhadas silenciosas enquanto exercito o corpo aproveito para dar um “treino” na memória. Um dia estudando teatro de vanguarda, na UFSC, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, coordenado pela minha querida Diretora Carmen Fossari, assistimos a um vídeo onde trabalhadores rurais dramatizavam com bonecos gigantes uma forma de protesto contra a exclusão social. No vídeo, em p & b, lá estava Ernesto Cardenal. Como diz na música de Milton Nascimento, “... o artista tem que estar onde o povo está.” Ernesto Cardenal nasceu em Granada...
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