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Quebra-cabeça

   Quebra - cabeça        ©Julião Goulart Há momentos que me procuro Mas não me encontro em mim Meus pedaços ficam no escuro Lugar que jaz afastado do jardim Em misteriosos desencaixes vãos Os desencontros de tantas partes Em cada recorte há marcas de mãos Que sonham sempre viver nas artes Raramente inteiro na anatomia Sem a brisa do vento espalhador Num breve momento de calmaria No quebra-cabeça de um montador Que decide se  espalhar noutro dia Para quem sabe montar o amor...

O melhor da noite de 16 de maio 2010

Ontem, 16 de maio, no teatro da UFSC, um pouco antes da concentração do elenco da peça As Luas de Galileu, Direção de Carmen Fossari, apareceu o poeta Pedro Port para iluminar a noite com a sua presença. Sabemos que os poetas percorrem todos os caminhos antes de todos e que são vanguardeiros e batedores na sinalização do sentir humano. Lá estava ele. E eu, que tive o privilégio de conhecer Mário Quintana, sintí-me duplamente privilegiado por rever Pedro Port. Pensei: o poeta voltou! Ele mesmo, que já tinha assistido o espetáculo em 2009, estava lá para a segunda temporada. A melhor lembrança que tenho da noite de ontem foi o poema de Pedro Port recitado por Carmen Fossari. Publicarei em breve os poemas de Pedro Port. Aguardem.