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A luz pode ofuscar olhos despreparados

Platão, no livro VII da Republica, narra “O mito da caverna”, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo para descrever a situação da humanidade.  Para o filósofo, todos nós  estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Quem sair dessa caverna/rotina ficará com os olhos ofuscados pela luz da liberdade. Rubem Alves, na fábula “A toupeira que queria vem o cometa!”, faz uma bela analogia ao mito de Platão. A toupeira vivia em sua toca, embaixo da terra, quando ouviu vozes, vindas lá de fora, dos animais comentando que passaria o grande cometa. Todos foram observar o céu, só a toupeira não conseguiu ver o cometa, pois seus olhos não estavam acostumados a ver a luz.

Educar os olhos e a sensibilidade

DIA NACIONAL DO LIVRO

No dia nacional do livro, 29 de outubro, olhei para a  minha pequena estante de livros  e dois  chamaram a minha atenção: um, de autoria de  Rubem Alves e outro de Friedrich Nietzsche. Sem considerar que me encontrava bem ocupado na leitura de um livro sobre Roteiros, MANUAL DO ROTEIRO, de Syd Field, Mas no dia nacional do livro, resolvi folhear algumas páginas das obras citadas. No livro do educador e contador de histórias Rubem Alves, OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA,  o autor escreve: ”   Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na  alma”. O tema já ocuparia o restante do ...