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Mostrando postagens com o rótulo Poeta

Fernando Pessoa

Dia em que não gozaste não foi teu: Foi só durares nele. Quanto vivas sem que gozes, não vives. Não pesa que amas, bebas ou sorrias: Basta o reflexo do sol ido na água de um charco, se te é grato. Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas seu prazer posto, nenhum dia nega a natural ventura.

Poema de hoje (segunda-feira)

Deve ser novo e conter alegria Trazer esperança, Na força do novo dia E ser leve como a dança. Um poema deve ser do jeito Que o coração humano vibre Por isso tem que partir do peito E respeitar o pensamento livre Quando a alma de um poeta pede passagem Transforma o cotidiano em sacramento Desafia a razão com sua mensagem Valoriza a emoção e o sentimento.

Prefácio para um livro

Um escritor, poeta, convidou-me para fazer o prefácio do seu novo livro. Depois de ler atentamente os originais, buscando sentir a essência da inspiração do escritor, finalmente iniciei minha tarefa, já tendo por base dois pilares: poemas do cotidiano , que me lembrou Mário Quintana , e a percepção sensível do invisível aos olhos comuns, que só um poeta é capaz de ter das coisas que aparentemente não têm sentido para a sociedade de consumo que hoje vivemos. Tudo fluía, até que o dilema que acomete os escritores aconteceu comigo. Faltava uma palavra “chave”para expressar a constante mudança, transitoriedade e brevidade de tudo. Lembrei de Heráclito, um filósofo da antiga Grécia e a palavra instantaneamente surgiu. Pensar na Grécia, berço da filosofia e de tantos saberes parece estimular a produção de dopamina e hormônios da memória. A palavra parecia ter caído do céu: DEVIR! Era a palavra perdida que eu acabara de encontrar. No dicionário devir pertence a duas classes gramaticais: S...