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Mostrando postagens com o rótulo Fernando_Pessoa

Odes de Ricardo Reis

Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.  Ricardo Reis, 14-2-1933

Santo Antônio & Fernando Pessoa

Santo Antônio , O Santo mais venerado no mundo nasceu em Lisboa. A tradição popular diz que Santo Antônio deu uma oração a uma pobre mulher que procurava ajuda contra as tentações do demônio. Sisto V, Papa franciscano, mandou esculpir a oração - chamada também de "lema de Santo Antônio" - na base do obelisco que mandou erigir na Praça de S. Pedro, em Roma. Eis o original, em latim: Ecce Crucem Domini! Fugite partes adversae! Vicit Leo de tribu Juda, Radix David! Alleluia! Eis a tradução: Eis a cruz do Senhor! Fugi forças inimigas! Venceu o Leão de Judá, A raiz de David! Aleluia ! Esta breve oração tem todo o sabor de um pequeno exorcismo. Também nós podemos usá-la - em latim ou português - para nos ajudar a superar as tentações que se nos apresentam. Fernando Pessoa  nasceu na mesma cidade e no dia do santo casamenteiro. Por isso foi batizado  com o nome de  Fernando António Nogueira Pessoa ...

Fernando Pessoa e Cartola

Hoje dia 30 de novembro, é um triste dia para a cultura luso-brasileira, pois hoje é aniversário de morte de duas personalidades de nossa cultura. Nesta data perdemos o grande poeta Fernando Pessoa (1935) e o músico Cartola (1985). As publicação de hoje são em homenagem as estas pessoas tão importante a nossa cultura.

Poema de Fernando Pessoa

Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. O sol doira Sem literatura. O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como tem tempo não tem pressa... Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma. Quanto é melhor, quanto há bruma, Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca. O mais que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca...

PAUTA PARA O PROGRAMA DE RÁDIO

Uma ouvinte do programa "A hora da História", pela Rádio Cultura AM 1110 Khz  pediu-me por e-mail,  para começar o programa  com poesia. Durante o meu deslocamento até a Rádio, encontrei no Terminal de ônibus de Santo Antônio de Lisboa um amigo, também ouvinte do programa. Fazia frio na manhã de hoje. Fotografamos no lugar mais frio da Ilha da Magia. Pedro Camargo e yo Quando cheguei na Rádio já tinha os versos do poeta Fernando Pessoa, abaixo:                            PALCO DA VIDA Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos ...

Padrão - versos de Fernando Pessoa musicados por Caetano Veloso

O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para deante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão signala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus. E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é portuguez. E a cruz ao alto diz que o que me ha na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.

Eros e Psique - Fernando Pessoa

Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante, que viria De além do muro da estrada. Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem, Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem. A Princesa Adormecida, Se espera, dormindo espera, Sonha em morte a sua vida, E orna-lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera. Longe o Infante, esforçado, Sem saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado, Ele dela é ignorado, Ela para ele é ninguém. Mas cada um cumpre o Destino Ela dormindo encantada, Ele buscando-a sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada. E, se bem que seja obscuro Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E vencendo estrada e muro, Chega onde em sono ela mora, E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia. (Ilustração de Márcia Cattoi - Artista Plástica)