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O Mito da Caverna e o preço da verdadeira Luz

No livro "A República", o filósofo grego Platão nos convida a imaginar uma caverna onde existem humanos que nasceram e cresceram dentro dessa mesma caverna. Eles nunca saíram, porque se encontram presos no seu interior. Os habitantes da caverna estão de costas voltadas para a sua entrada. Fora da caverna, existe um muro alto que separa o mundo exterior da caverna. Os homens existentes no mundo exterior mantêm uma fogueira acesa, e os ruídos que fazem podem ser ouvidos dentro da caverna. De igual forma, as suas sombras são refletidas na parede no fundo da caverna, e os seres humanos acorrentados, vêm as sombras e pensam que elas são a realidade. Em seguida, Platão pede que imaginemos que um dos seres humanos acorrentados consegue fugir  da caverna, subir o alto muro e passar para o outro lado, descobrindo que as sombras que antes via, vinham de homens como ele. Além disso, descobriu também a natureza que existia do outro lado do muro. Platão discursa então sobr...

A luz pode ofuscar olhos despreparados

Platão, no livro VII da Republica, narra “O mito da caverna”, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo para descrever a situação da humanidade.  Para o filósofo, todos nós  estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Quem sair dessa caverna/rotina ficará com os olhos ofuscados pela luz da liberdade. Rubem Alves, na fábula “A toupeira que queria vem o cometa!”, faz uma bela analogia ao mito de Platão. A toupeira vivia em sua toca, embaixo da terra, quando ouviu vozes, vindas lá de fora, dos animais comentando que passaria o grande cometa. Todos foram observar o céu, só a toupeira não conseguiu ver o cometa, pois seus olhos não estavam acostumados a ver a luz.