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CIÚME

Meu poema favorito, que recito de duas maneiras: frio (na leitura) para quem ouve construir as suas emoções, e quente, onde eu vivo as emoções do momento do poeta. É uma questão de gosto e subjetividades. Gosto de respeitar as duas opiniões . Só não recito MORNO, PORQUE VOMITO... Guilherme de Almeida foi um dos maiores expoentes da literatura brasileira, sendo considerado um precursor da escola modernista. Faleceu em 1969 CIÚME “Minha melhor lembrança é aquele instante no qual Pela primeira vez, me entrou pela retina Tua silhueta, provocante e fina Como um punhal Depois, passaste a ser unicamente aquela Que a gente se habitua a achar apenas bela E que é quase banal. E agora que te tenho em minhas mãos e sei Que os teus nervos se enfeixam todos em meus dedos E os teus sentidos são cinco brinquedos Com que brinquei Agora que não mais me és inédita; agora Que eu compreendo que, tal como te vira outrora Nunca mais te verei Agora que de ti, por muito que me dês Já não podes dar a impress...

IRONMAN 2012

Sou do tempo da régua de cálculo...

O Contador de Histórias

Era uma vez...eu estava contando histórias para um grupo de crianças e seus pais. Para descontrair e começar a minha fala, perguntei se alguém já conhecia a história “O patinho feio”, de autoria do dinamarquês Hans  Christian Andersen, uma das histórias mais conhecidas de todos os públicos, crianças, jovens e adultos. A resposta foi afirmativa e unânime. Então pedi que cada um contasse uma pouco da história para exercitar a memória e a arte de contar histórias. Eu era o ouvinte, fui fazer oratória mas invertemos os papeis, eu praticava a "escutatória" e o grupo inteiro contava uma história para mim. Percebi que uma menina, que tinha levantado a sua mão com muito entusiasmo para sinalizar que conhecia a famosa história. Mas, ao chegar a sua vez de falar, silenciou de tal forma que chamou a minha atenção. Ela ficou calada até o final da história. Sabemos que o conto de Andersen – o patinho feio – trabalha o psicológico da rejeição do diferente. Mas, às vezes...

Quem dobrou o seu paraquedas hoje?

Charles era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.     Charles saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua  odisseia  e o que aprendera na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: Olá, você é Charles, era piloto no  Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?" - Sim, como sabe?, - perguntou Charles. - Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade? Charles quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: - Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje. Ao ficar sozinho naquela noite, Charles não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro." Pen...

Aceitar as pessoas como elas são...

O desafio de não sorrir

Existem pessoas cuja presença é motivo de alegrias e bons humores. Só de olhá-las rimos das alegrias da vida. São os otimistas, os loucos e os arlequins que nos tiram da seriedade do passado e do mundo material. Quando rimos estamos no presente, no aqui e no agora.