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O fantasma da Ópera - Teatro de Sua Majestade em Londres - UK

Penso que o desafio do grande teatro está em saber viver. E o palco, é onde nos encontramos com as oportunidades de aprendizado através dos relacionamentos. Teatro na Biblioteca Pública - 155 anos E na comemoração dos 155 anos da Biblioteca Pública de Santa Catarina, ousadamente ataquei de Diretor de Teatro na peça "A árvore dos sapatos", uma adaptação que fiz a partir de um conto do escritor moçambicano Mia Couto. Aproveitei o talento e os textos das atrizes e atores que já tinham monólogos, diálogos e expressões corporais/musicais para o evento. Toquei violão e cantei a minha música do coração "Santa Catarina"

Confissões de um Contador de história

Cresci ouvindo causos e histórias do folclore brasileiro e especialmente da tradição oral do gaúcho. Morava no interior e após o jantar nos reuníamos na sala de casa para ouvir a história especial daquele dia, contada por algum integrante da família. Passou a ser uma rotina que me lembra muito o conto da árvore dos sapatos, uma das histórias que contei na Rádio Cultura e que está na página 22 do meu livro "Contador de história". Meu pai gostava de contar histórias em que ele era sempre o herói. Ele gostava de ensinar que, diante da mentira e da injustiça, uma pessoa de bem não deve se calar. Ele era para mim, uma espécie de Dom Quixote. Confesso que em muitas histórias contadas por meu pai, eu e meus irmãos sabíamos que era pura fantasia do velho, mas que foram importantes para trabalhar os medos, emoções positivas e descobrirmos os nossos limites, numa verdadeira aula de autoconhecimento. Hoje percebo o valor de exercitar a imaginação, de construir imagens na abstração de id...

Santa Catarina - Poema e música de Julião Goulart

Depois de fazer um poema, homenageando Santa Catarina, um dos 27 Estados deste imenso e maravilhoso Brasil, resolvi compor uma música que, a exemplo da matemática, do sorriso e do amor, se apresentam como linguagem universal, de paz e entendimento. E, quem canta, seus males espanta! Cantei a alegria de viver no lançamento de um dos meus livros. Veja e ouça.

II Feira Catarinense do Livro 2009 - Florianópolis -SC

Escritor e Contador de Histórias Julião Goulart no palco da II Feira Catarinense do Livro - Florianópolis -SC, contando histórias para as crianças. Também recitou poemas de Fernando Pessoa e Mário Quintana.

A tartaruga que queria conhecer seus pais.*

As tartarugas nascem dos ovos postos pelas fêmeas em buracos cavados na areia da praia. E, a exemplo dos insetos, elas não conhecem seus pais. Logo que os ovos eclodem, e as tartaruguinhas nascem, começa a grande corrida em direção ao mar. É uma corrida pela própria vida, pois existem muitos perigos que elas precisam enfrentar até chegarem na água do mar, onde poderão se desenvolver. As tartarugas não têm tempo de conhecer seus pais. E os pais, também não conhecem seus filhos. Mas..., Num certo dia muito especial, uma tartaruguinha resolveu procurar seus pais. A tartaruguinha, chamada Filó, saiu pelo mundo em busca de seus pais. O grande sonho de Filó era conhecer seus pais. Entrou no bosque e encontrou um coelho. - Olá seu coelho, meu nome é Filó e estou à procura de meus pais. - Procure seus pais no mar e não aqui no bosque. - Disse o coelho amigo. - Obrigado senhor. – Falou a pequena tartaruga e já se dirigindo ao mar. Após uma longa jornada, Filó avistou uma tartaruga e foi logo pe...

Nossos animais interiores

Quem não lembra de ter ouvido expressões como: "fulano deu com os burros n´água", "ele é teimoso como uma mula", "cuidado que ele tem lado para montar" ou é manso como um cordeirinho? Algumas vezes agimos como uma cobra, ficamos ariscos e escondidos como uma onça, rugimos como um leão ou comemos como uma hiena. Às vezes, até agimos igual a animais ruminantes que mastigam continuamente os rancores e mágoas do passado. Os nosso animais interiores precisam ser salvos do dilúvio do inconsciente, que simbolicamente, significa tomar consciência da realidade que nos cerca, do meio ambiente interior, dos nossos limites na busca eterna do autoconhecimento; de aprender a dialogar com as dores e sofrimentos do corpo e do espírito, visando atingir uma relação terapêutica com a nossa animalidade, numa ecologia espiritual paradisíaca e harmônica para bem viver a maravilha da vida plena e em abundância. Podemos até dizer que simbolicamente cada ser humano é uma espécie d...